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Blog e grupo no Face resgatam história da cidade

São iniciativas distintas. Mas em comum têm dois aspectos. Um, é que usam a internet como meio de difusão. O outro, é que têm como objetivo resgatar a memória de Itajaí e de seus personagens através de fotos antigas. Quer conhecer a gente e o jeito da cidade nas antigas? Então não pode deixar de acessar o blog Clube dos Entas Itajaí, do professor Paulo Rogério Maes, 67 anos, e o grupo Itajaí de Antigamente, que o jornalista Magru Floriano, 59, mantém no Facebook.
Até mesmo os autores estão espantados com o resultado. Ontem, as estatísticas do Clube nos Enta apontavam 189,1 mil visualizações. “Não esperava esse número de acessos e nem que o blog tivesse 102 seguidores”, admite Paulo Maes. O blog existe há oito anos.
A recepção do Itajaí de Antigamente não foi diferente. Com apenas dois anos, já tem 17 mil associados no grupo. “E, desses 17 mil, no máximo 10 pessoas eu convidei para entrar. Os demais foram pessoas que viram o resgate da história de Itajaí pelas fotos e pediram para se associar no grupo”, observa Magru.
O blogo e a página no Facebook são sacadas que, para o professor e historiador Moacir da Costa, 42, ajudam a democratizar as informações sobre a cidade e seus personagens. “E também é válido como uma ferramenta para se fazer pesquisas. Para um historiador, isso é um prato cheio”, elogia.
Moacir só faz uma ressalva. “O grande problema da maioria das fotos mais antigas, do século 19 e do começo do século 20, por exemplo, é que só retratam a burguesia e, por isso, não revelam as nuances sociais, podem não mostrar os diversos olhares sobre as sociedades da época”, aponta.
Mas tanto o grupo no face quanto o blog mostram mais do que fotos da virada do século 19 para o 20. A navegação nas duas plataformas é também um mergulho na história mais recente da cidade. Tanto num quanto no outro, é possível ver, por exemplo, a escalação do clube da Estiva na década de 60 ou estudantes e professores do Nilton Kucker desfilando na rua, na década de 70 do século passado.
Se você é curioso, quem sabe não encontra por lá um parente mais velho ou acaba relembrando como era a rua em que morou quando pirralho.

Plataforma mais ágil
Magru optou pelo face pela agilidade. “O Facebook é muito mais rápido, muito mais dinâmico”, diz, referindo-se tanto à facilidade de fazer as postagens como a interação com os internautas. Pra criar o grupo, se inspirou em páginas similares de Blumenau e Joinville.
Apesar de ter uma acervo pessoal de fotos que, segundo ele, passa de 80 mil imagens, a maioria das postagens vem dos participantes do grupo. “90% é de contribuição, porque essa é a filosofia da página”, afirma.
O jornalista estima que o grupo tenha algo perto de seis mil fotografias publicadas.

Igreja Matriz, ainda nas obras de contrução, na década de 50 do século passado

Cabeçudas, o balneário da elite local, tinha até um hotel à beira mar

Seu Arnoldo
“Cueca”, dos Cordeiros, numa apresentação folclórica na década de 80

Esse era o centro da cidade na década de 60. No primeiro plano, o estádio Hercílio Luz, do Marcílio

Era um passatempo
O blog Clube dos Enta Itajaí nasceu despretensiosamente. “Estava fuçando na internet e achei um site de Portugal com fotos de Itajaí. Também achei um Clube dos Entas em Catanduvas, mas lá era mais de carros antigos”, conta Paulo Maes. Pronto, nascia a ideia de resgatar parte da história antiga e recente da cidade através de imagens.
E bota resgate de história nisso. Paulo tem, por exemplo, fotos de militantes da União de Estudantes Secundaristas de Itajaí fazendo um programa no estúdio da rádio Difusora.
Até ontem, o blog tinha 843 postagens, algumas com até seis fotos. Paulo Maes calcula 3,3 mil fotos publicadas.

Primeira formação do grupo Incandescente, década de 60. Da esquerda para à direita: Mário José, Antônio Ivan e Sérgio Espezim

Essa foto, de um dos navios do armador itajaiense Antônio Ramos, foi a mais visualizada do blog: 2607 visitas

Multidão esperando começar uma sessão do Cine Itajaí, na rua Hercílio Luz. O filme era “O Manto Sagrado”

Cocada, na frente da igrejinha Imaculada Conceição, no centro. Década de 80

Até a década de 60, os carros funerários eram carroças. O branquinho, no meio, levava moças consideradas virgens

Posto de gasolina na Barra do Rio, que atendia principalmente caminhoneiros na década de 50 e 60

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