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Barnabés resolvem hoje se aceitam nova proposta

Prefeito ofereceu 7% em duas vezes. Servidores querem mais de 10%, que é a inflação do ano

Em reunião com representantes do sindicato dos Servidores Público Municipais de Itajaí, ontem à tarde, o prefeito Jandir Bellini (PP) apresentou a proposta de 7% de reposição aos barnabés, que tão em greve desde segunda-feira. O percentual seria dividido em duas vezes, sendo a primeira parcela de 4% em maio e a segunda de 3% em novembro.
A oferta será avaliada pelos funcionários públicos às 10 horas da manhã de hoje, quando o sindicato faz assembleia com os trabalhadores, bem na frente do prédio da prefeitura, na Vila Operária.
A proposta representou uma evolução em comparação aos 4% que o governo vinha prometendo, junto com 10,36% de reajuste no vale-alimentação, que ficou mantido. Mas é muito menor que os 15% que os trabalhadores exigiam no começo da briga e dos pouco mais de 10% que tão pedindo agora.
Jandir diz que o município não tem condições financeiras de aumentar salários e bota a culpa na crise financeira que afeta o país e que diminuiu a arrecadação de impostos na cidade. “Com essa proposta o governo atinge o teto máximo de reajuste, considerando o quadro de recessão econômica e a capacidade financeira do município já apresentada aos servidores”, argumentou o prefeito.
Durante a reunião com os dirigentes do sindicato e representantes dos grevistas, o prefeito argumentou que na grande maioria dos municípios brasileiros não houve greve este ano, pois os sindicatos entenderam o momento de crise. “Não que os salários estejam a contento. O que discutimos é a capacidade do município”, alegou.
Jandir disse ainda que mesmo para cumprir a folha de pagamento sem qualquer aumento, a prefeitura já enfrenta dificuldades atualmente.

Decisão hoje?
Com a contraproposta da prefeitura, a greve está mantida. Pelo menos até a assembleia de hoje pela manhã. De acordo com o balanço do governo, o número de trabalhadores de braços cruzados soma 1500, o mesmo patamar do início da paralisação.
A proposta parece não ter agradado os trabalhadores. “A gente está buscando a reposição”, adiantou Eliane Aparecida Correa, a Elianinha, presidente do sindicato dos Servidores, referindo-se aos pouco mais de 10% apresentados como contrapoposta dos grevistas.
Só na assembleia de hoje é que os barnabés vão tomar uma posição definitiva. Se a decisão for pela recusa da proposta, o sindicato pretende pressionar a prefeitura para chegar até os 10%, e aí uma nova reunião entre governo e trabalhadores deve ser marcada. “A gente vai fazer um pouco mais de pressão e ver o que consegue”, comentou.
Inicialmente, o sindicato pedia um reajuste de 15%, que é a soma da inflação (10,36% mais aumento real). A categoria diminuiu as exigências mas pede que ao menos a prefeitura cubra a inflação do período. “No momento a gente também reconhece que o município está passando por dificuldades”, admitiu Elianinha no encontro com Jandir.
Na conversa, a sindicalista destacou que se o mínimo de 10% tivesse sido atendido pelo prefeito, a greve teria terminado na segunda-feira.

Passeata para pressionar o prefeito
Antes mesmo da reunião do sindicato com o prefeito, os grevistas saíram em passeata pelas ruas próximas à prefeitura, caminhando, cantando e exigindo o reajuste nos salários. A ideia era mostrar os pedidos e conquistar o apoio do povão.
Por volta das 17h, quando as discussões no gabinete de Jandir Bellini ainda rolavam, os servidores voltaram ao ponto de concentração no pátio da prefa. Da rua, um grupo de barnabés gritava para a janela do prefeito.
Entre os funcionários públicos o clima é de não abrir mão da reposição de 10% no salário. “Estamos lutando para receber o justo”, defendeu Rosinete Aparecida de Souza e Souza, 51 anos, que é agente de atividades educacionais. Apesar das negociações embaçadas, a servidora acredita num acordo bom para os dois lados.
Para outro servidor da área de Educação, que preferiu não se identificar, os funcionários devem manter a paralisação enquanto o governo não der os 10%. “O mínimo é a inflação”, disse. Ele ainda considerou que a desculpa da crise econômica não cola e só prova que a prefeitura não fez um planejamento adequado. “Se ele (o prefeito) tivesse uma gestão competente, teria se preparado antes”, criticou.

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