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Arrogância e solidão

Por Flavio Melo Ribeiro

Numa pequena comunidade viviam em harmonia duas amigas: a “MaisBella” e a “MaisLinda”. Além de serem as mulheres mais bonitas, eram amigas inseparáveis e cortejadas por todos os homens.
Diariamente trocavam confidências e conversavam sobre todas as cantadas que recebiam. Os homens se apaixonavam e se declaravam. Porém por mais apaixonados que estivessem seus sentimentos apenas roçavam os corações das duas belas. Por sua vez elas os olhavam com firmeza e os capturavam na fragilidade de suas paixões. Por anos esse desprezo pelos pretendentes se manteve, no entanto, no final de uma tarde ensolarada, tudo isso mudou.
Por entre os raios de sol que batiam na porta da sorveteria, entrou o “MaisGato”, lançou seu olhar por todas, mas não se deteve em ninguém. Puxou uma cadeira, sentou e esperou.
“Maisbella e “MaisLinda” sentiram pela primeira vez desconforto. Como que o homem mais lindo que chegou na sua cidade não as olhou e as desejou?
Logo esse desconforto se tornou curiosidade e por sua vez passou a interesse. Nesse dia não trocaram confidências, nem tão pouco transpareceram emoção. E por uma semana o interesse alimentou seus pensamentos e desejos. Quando se encontraram, não esconderam que estavam a fim do mesmo homem. A harmonia foi abalada pela raiva e inveja. Se viram como rivais até perceberem que “MaisGato” estava apaixonado pela “MaisLegal”. Imediatamente questionaram: “como assim? A “MaisLegal” até que não é feia, mas não é tão bonita como nós.”
Nesse momento abriu espaço para refletirem sobre seus valores e consequências para seus respectivos futuros. Mas
ambas optaram pelo caminho mais fácil: manter suas personalidades banhadas na arrogância e desprezaram “Mais-Gato”, considerando-o como mais um. Dessa forma escolheram continuar na solidão de mil cantadas sem o amor de um coração.

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