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Agência do INSS tá virada num inferno com o calorão

Falha no ar condicionado já dura duas semanas; povão e funcionários tão indignados

Faz duas semanas que funcionários e o povão que precisa dos serviços da agência do INSS da rua Doutor José Bonifácio Malburg, no centro de Itajaí, está sofrendo com o calor. Ontem, quando os termômetros passaram dos 30 graus em Itajaí, o local quase foi palco de uma rebelião. Já tem médico e funcionário ameaçando uma paralisação, se o conserto não rolar logo.
Médicos com suor escorrendo pela testa, tendo que trocar de roupa pra se livrar do suor e o povão se sentindo mal ao esperar por atendimento num lugar cheio e calorento. Fazem duas semanas que o aparelho de ar pifou e nada de o conserto rolar.
O azar é de quem precisa pedir auxílio desemprego, aposentadoria ou passar por perícias médicas. Um funcionário do INSS, que preferiu não se identificar, diz que a revolta é geral. “É impossível atender as pessoas com qualidade num calorão desses. É anti-higiênico”, diz. Outro peão da agência, que também não quis se identificar, avisa que há duas semanas uma equipe técnica esteve no local mexendo no aparelho que gela o ar, mas não conseguiu consertar.
A segurada Vera Lúcia da Silva, que esperava há mais de três horas por atendimento, não sabia mais o que fazer. “Estou aquipara pegar a fotocópia do resultado de um exame. Além de passar este calor, é perigoso por causa das contaminações. Uma senhora tava espirrando, e logo outras pessoas começaram a espirrar. Este ambiente quente e sem ventilação é perfeito para pegar uma doença”, desabafa.
A empresa responsável pela manutenção é a TecnoKlima. O gerente administrativo do setor de manutenção, Kalléo Leffer de Jesus, explica que a licitação para o conserto foi formalizada na sexta-feira passada, mas que um serviço na parte elétrica, executado por outra empresa, trocou os disjuntores e alterou as fases do sistema elétrico.
“O ar condicionado foi ligado na fase errada e o compressor queimou”, conta Kalléo. É responsabilidade da TecnoKlima substituir a peça queimada, que pesa mais de 200 quilos. “Não é tão fácil quanto trocar uma lâmpada,” pondera o gerente. Pra piorar, como é um serviço prestado a um órgão do governo, são necessários vários orçamentos e diversas comprovações para que o ar fresco volte a soprar na agência.

Pode rolar greve
A TecnoKlima informa que vai visitar a agência hoje para fazer testes no compressor. Se funcionar, é cuca fresca a partir de amanhã. Caso a peça esteja estragada, o calorão não tem data para acabar.
Os funcionários prometem cruzar os braços e parar o atendimento se o conserto não for rápido. “Não passaremos mais calor além desta semana. Ou o ar funciona, ou a gente não estará aqui para passar por isso”, ameaça uma funcionária.

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