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Advogado quer a extradição de catarinense

Moça tá presa na Europa sob a acusação de tráfico de drogas

Um mês após a prisão da catarinense Morgana dos Santos, 25 anos, no presídio de Milão, na Itália, a família segue sem informações da garota. Na terça-feira, o advogado Telêmaco Marrace de Oliveira, de Blumenau, foi contratado para ajudar a família. Ele aguarda uma resposta do Itamaraty para pedir a extradição da moça para o Brasil.
Morgana é moradora de Itapema e estava desaparecida há mais de um mês. A família, que mora em Canelinha, estranhou o sumiço e procurou a polícia. Na semana passada, foi confirmado que a catarinense está presa desde o dia 5 de junho por tráfico internacional de drogas.
Desde então, a família tenta ter informações sobre a prisão, mas até agora nada foi repassado aos pais de Morgana. “É desesperador ver como está a família. A mãe não consegue dormir, a família tá muito preocupada”, explica o advogado.
“Eles questionaram se alguém não teria roubado os documentos dela. Mas a polícia da Itália tem muitas formas de identificação. Não é só através dos documentos, mas das digitais também”, explica.
Segundo o advogado, até agora o Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou. “Eu já entrei em contato e aguardo uma resposta por e-mail”, conta.
Para o advogado, Morgana foi aliciada por traficantes. Ele acredita que foi a primeira vez que a moça saiu do Brasil. “Supostamente, ela foi presa com cocaína, mas ainda não sabemos a quantidade. A meu ver ela é inocente e provavelmente foi aliciada. Deve ter outra pessoa por trás disso”, afirma o advogado.
Telêmaco explica que Morgana tem direito a um defensor público e deverá ser julgada na Itália. Se for condenada, ela cumpre parte da pena lá e depois é extraditada para o Brasil. Caso seja inocentada e esteja legalmente no país, ela é liberada da prisão e não há deportação.
O defensor informou que, como ela ainda está presa preventivamente, vai trabalhar em conjunto com um advogado da Europa e tentar um meio de ela ser extraditada o mais rápido possível.

Trabalhava na região
Morgana morava há quatro meses em Itapema. Ela trabalhava em um salão de beleza e estética. O irmão da vítima, Oscar Pereira Kaio, contou à reportagem que a moça sempre viajava a trabalho.
Morgana parou de se comunicar com a família há mais de um mês. O irmão contou que, mesmo morando em outra cidade, a moça sempre falava com os pais através das redes sociais.
Sem saber o que tinha acontecido, os familiares chegaram a registrar um boletim de ocorrência de pessoa desaparecida.
Na semana passada, a Delegcia de Pessoas Desaparecidas de Florianópolis confirmou que ela estava presa na Itália. 

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