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11 árvores do antigo fórum são derrubadas

Famai autorizou o corte; especialista garante que dava para mantê-las sem risco

As 11 árvores que há décadas faziam parte da paisagem do fórum universitário de Itajaí, começaram a virar lenha na semana passada. Elas foram derrubadas depois de um pedido da administração do local, que alegou que galhos e folhas caíam sobre os carros de funcionários do antigo fórum, que fica na avenida Joca Brandão, no centro de Itajaí.
A fundação Municipal do Meio Ambiente (Famai) autorizou o corte, mas uma especialista na área ambiental garantiu ao DIARINHO que as árvores poderiam ser mantidas sem oferecer risco, desde que houvesse um monitoramento.
Arlene de Souza, analista administrativa do fórum, conta que as raízes estavam rachando as calçadas. Um galho seco também teria atingido o teto do carro de uma servidora. Segundo a vizinhança, as árvores estavam no local há cerca de 30 anos. A direção do fórum não decidiu se pretende plantar novas árvores no pátio.
A autorização para o corte foi da própria Famai, que entendeu que as árvores ofereciam uma ameaça. Das árvores cortadas apenas uma era nativa, um baita Jerivá. As outras – oito tipuanas e duas grevíleas – eram exóticas.
Por lei, o corte de árvores nativas exige compensação de duas mudas para cada derrubada. A Famai diz que o fórum entregou as mudas, mas não soube precisar o local exato onde elas serão plantadas. A Famai explica que as mudas devem ir para “áreas de recuperação de vegetação”. As árvores exóticas, desde que não estejam em área de preservação ambiental, não precisam de autorização para serem cortadas, segundo a lei municipal.
A diretora de Licenciamento e Fiscalização da Famai, Thamy Regina Reiser Pfeilsticker, acredita que uma poda não resolveria o problema da queda de galhos. “Os troncos estavam apodrecidos e a estrutura das árvores comprometidas”, afirma.
A bióloga e doutora na área de conservação da natureza, Rosemeri Carvalho Marense, discorda. Ela garante que há como manter árvores velhas vivas e sem oferecer risco, mas isso demanda monitoramento e uma boa adubação.
A professora confirma que grevíleas e tipuanas são espécies com enraizamento longo, e costumam ser inadequadas para calçamentos. “Espero que o técnico que emitiu a autorização de corte tenha avaliado com cuidado”, comentou Rosemeri.
O corte das árvores foi feito pela secretaria de Obras. Embora o prédio seja do poder judiciário, a prefa ocupa salas com os serviços do Procon e pagamento de IPTU.
A Univali também oferece atendimento dentro do fórum e, por conta disso, toma conta do calçamento e ajardinamento. Além de setores da prefa e da Univali, no prédio funcionam o Juizado Especial e a Vara da Fazenda Pública.

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