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“Estamos sendo vistos como uma cidade próspera”

Por Brenda dos Santos, Amanda Baptista, Beatriz Godinho e Tainara da Cunha

A equipe do Aprendiz de Marinheiro quis saber do administrador de Itajaí, prefeito Jandir Bellini, o que ficou de positivo nesta segunda edição da Volvo Ocean Race. Confira a entrevista:

APRENDIZ DE MARINHEIRO – Quais os benefícios que a regata trouxe para população itajaiense?
JANDIR BELLINI – Itajaí sempre foi uma cidade tipicamente náutica, só que agora as pessoas passaram a nos reconhecer como tal. Isso impulsiona o município. Junto com a Volvo veio a movimentação turística, as novas possibilidades de negócios que surgem direta e indiretamente e o interesse de novas empresas de se instalarem no município. Toda essa visibilidade se reverte em novos empregos, qualidade de vida e em novas oportunidades para as pessoas que vivem aqui.

AM – Quais os investimentos feitos em Itajaí para que a regata pudesse acontecer?
JB – Eu diria que é complexo mensurar o quanto foi feito em investimentos, pois não estamos falando de um evento da prefeitura de Itajaí. O município, assim como o Governo do Estado de Santa Catarina, é um apoiador institucional, mas a iniciativa privada dá uma grande contrapartida para viabilizar um evento como este.

AM – Os itajaienses aproveitaram a regata?
JB – Eu sou a pessoa mais suspeita para falar sobre isso, não apenas por ser o prefeito, mas por ser um itajaiense que queria ver o evento dar certo. Durante 17 dias, as pessoas foram com suas famílias passear na Vila da Regata, conhecer o que havia lá, comer bem e aproveitar as atrações. São esses fatos que me dão total convicção de que o saldo foi muito positivo. A comunidade local abraçou a Volvo Ocean Race da mesma forma que abraçará a Transat Jacques Vabre, em novembro que vem.

AM – Após o término da regata, o que ficou de legado para Itajaí?
JB – De imediato, estamos sendo vistos como uma cidade próspera em nosso próprio estado, de uma forma nunca antes imaginada. Eu diria que esse é um dos resultados a curtíssimo prazo. Tenho certeza de que esse novo rumo que Itajaí tem tomado irá trazer novas aberturas para a nossa economia. Hoje, somos a cidade da pesca, do porto, do turismo e também dos eventos náuticos.

AM – E qual o impacto econômico da regata para Itajaí?
JB – Na primeira edição, em 2012, a organização da regata nos apresentou um estudo de impacto econômico que apontou a movimentação de R$ 43,75 milhões na economia de Santa Catarina, direta ou indiretamente gerados pela Volvo Ocean Race. Ainda não temos os números referentes a 2015, isso leva tempo para se mensurar, mas é nítido que os resultados não se resumem as essas cifras. Os eventos náuticos viabilizam novas oportunidades para o crescimento da cidade e o velho ditado ‘quem é visto, é lembrado’, faz muito sentido nesse contexto.

AM – Qual a possibilidade de uma nova edição da Volvo Ocean Race em Itajaí?
JB – Eu queria poder dar essa certeza agora mesmo, mas é o tipo de coisa que não depende só da gente. Depende de fatores externos, precisamos ter prudência. O que algumas pessoas e a própria imprensa têm perguntado é sobre o possível interesse de outras cidades brasileiras para levarem o evento para fora de Santa Catarina. Isso, para mim, só demonstra a grandiosidade do evento que Itajaí soube fazer.

AM – Qual será a próxima regata que Itajaí vai abrigar?
JB – De 3 a 15 de novembro, a Vila da Regata reabrirá para a chegada da regata francesa Transat Jacques Vabre. Serão cerca de 40 barcos que aportarão na cidade.

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