Ainda não se entende por que não é substituído o jogador que recebe cartão vermelho. Sabe-se que é regra do futebol, mas pelo menos em consideração ao torcedor os dois times, em campo, deviam começar e terminar a partida sem a diminuição no seu quadro. A punição do jogador infrator podia vir depois – com suspensão e até com multa… O torcedor paga para ver o jogo, torcer pelo seu time, vibrar com as jogadas e comemorar o gol. Ver a sua equipe só com 10 ou nove jogadores enfrentando 11 adversários, perde a graça… Olha que são milhares os torcedores e são eles que dão sustentação aos clubes. Também deve ser olhado o apoio dos patrocinadores que vêem diminuídas suas propagandas quando o jogador é expulso. Inclusive o próprio time não deve ser sacrificado por isso. O jogo é de 11 contra 11 e exige muitas horas de preparação, sobretudo nas finais de campeonato.
Tomando como exemplo o jogo Avaí x Chapecoense, no domingo, 30 de abril, o cartão vermelho para o jogador do Avaí veio logo no começo. O time jogando em casa, o estádio lotado, era para ser só festa, sem nada que fizesse desmerecer. Tendo como adversário a simpática Chapecoense, o clima era de confraternização. O lance aconteceu como tantas vezes há choque de cabeças na disputa da bola. Assim ficou prejudicada toda a equipe que não teve culpa nenhuma, indo para a partida final sabendo que está em desvantagem nos pontos. Se fosse substituído o jogador, o resultado poderia ter sido outro.
Até assistindo pela TV, o jogo fica sem graça quando é expulso um jogador. Com esta regra a aplicação do cartão vermelho estraga a festa do futebol que é o esporte mais popular do mundo. Com certeza isso já foi discutido pelos dirigentes das federações, e até da própria FIFA. É só uma questão de mudar a regra do jogo…

Neste dia 16 de abril a Academia de Letras do Brasil – seccional de Penha, SC – completa um ano de fundação. Detentor da Cadeira nº3, eu me recordo com prazer do grande evento que lotou o salão de auditório do Hotel Pedra da Ilha, na Praia Alegre. Muitas autoridades e convidados prestigiaram o raro acontecimento.
Dezenove imortais foram empossados sendo elevada à categoria de presidente a Professora Maria Juraci Alexandrino – Cadeira nº1. A presidente Estadual Dona Apolônia Gastaldi, em seu discurso, enalteceu a nova afiliada pelo elevado número de escritores e profissionais ligados à literatura. Enfatizou que a seccional de Penha – da Academia de Letras do Brasil tem tudo para se tornar uma das mais eficientes e destacadas no Estado de Santa Catarina. No próximo dia 29/04, a festa de comemoração do primeiro aniversário será no mesmo local, com a admissão de novos acadêmicos e com lançamento de livros.
Os imortais Fábio Policarpo e Rita Guéten lançarão seus novos livros juntamente com a Coletânea ENCONTROS E ENCANTOS – uma antologia que reúne os dezenove membros da Seccional de Penha num só volume que registra as atividades literárias neste primeiro ano de existência. Eu também produzi bastante, aumentando assim o número de livros editados. São seis neste ano. Farei apenas uma apresentação das obras, cujo lançamento ficará para novembro quando haverá um evento especial com instituição de medalhas e confraternização com todas as seccionais catarinenses, coordenado pela presidente Dona Apolônia Gastaldi.
Outro ponto alto nas festividades do primeiro aniversário será a proclamação do nome de Anísio José dos Santos como Patrono da Academia de Letras do Brasil – seccional de Penha, SC. O nome de Anísio José dos Santos foi aprovado por unanimidade por todos os membros da Academia Penhense.

Não há nada mais eficaz do que o sorriso. O sorriso é contagiante. Se você encontrar alguém sorrindo, logo vai sorrir também. Com espírito de bom humor tudo se resolve mais fácil. O sorriso acalma; o sorriso alegra; o sorriso encanta… Encontre a paz através do sorriso.
Eu sempre gostei do humorismo. Perco tempo para ouvir anedotas, pois encontro nelas muita filosofia, admirando seus autores e me divertindo com aquelas que são reais… Gosto também de contar e tenho postado algumas no facebook para descontrair e me gratifico com a repercussão. São tantos compartilhamentos que até me comprometem em ter sempre uma nova para contar.
O mundo precisa sorrir mais… E uma forma de amenizar os problemas que envolvem a humanidade. A falta de diálogo deixa as pessoas muito compenetradas em si, que acabam se fechando em seu mutismo… Ninguém se visita mais… Os vizinhos já quase não se conhecem… O isolamento é total.
Graças aos programas humorísticos que a gente tem passatempos agradáveis.
Para que foi inventado o circo? Para alegrar, divertir.Que graça teria um circo sem palhaço? A figura do palhaço foi criada para todas as idades. Mas já não têm tantos como antes… Vamos torcer para que essa alegria não se acabe.
Temos que sorrir mesmo sem achar graça. O sorriso faz bem. Muitos podem dizer: eu não tenho motivo para sorrir! Mas se chorar vai piorar ainda mais a situação.
Assim como os palitos de picolé estão trazendo pensamentos e frases filosóficas. Todas as embalagens de produtos deviam trazer uma piada, uma anedota ou frases humorísticas. Não faz mal que sejam repetidas; o importante é que sejam divulgadas. Sorria ao passar no caixa…

Reiterando o ponto de vista de Cesar Valente sobre a “farra do boi” em seu artigo no DIARINHO (28/03/17), quero dizer que me lembro do fato que ocasionou a proibição desse animado folguedo… Sim, isso ocorreu aqui na nossa região no município de Penha, precisamente na Praia Grande. Alguém não gostou do indivíduo bêbado que cutucava o boi, já cansado, com um bambu e fez queixa para a Sociedade Protetora dos Animais – algo assim. Isso repercutiu de tal forma que já então era todo o Estado de Santa Catarina condenado por esse ato cruel e desumano – conforme diziam. Eu próprio recebi uma carta da presidente de uma dessas ONGs, solicitando que eu tomasse providências para que isso não se repetisse. Eu respondi convidando-a a ver de perto essa brincadeira sadia – passatempo divertido do povo do litoral, cujo sentido é provocar o animal a investir contra os improvisados toureiros que procuram se defender como podem. Os assistentes caem na risada – isso é o que chamam de farra. O que aconteceu na Praia Grande foi um fato isolado: o bêbado querendo demonstrar sua coragem cutucava o boi com a vara. O animal não reagia por estar cansado e ele insistia em provocá-lo.
Já então a brincadeira do boi estava em decadência e com tendência a se acabar. Com a repercussão desse fato, as autoridades aprovaram a Lei que proíbe a farra do boi no Brasil. Assim sendo os poucos adeptos que sobraram decidiram manter a tradição e a brincadeira, embora proibida, continua. Trabalho árduo para as autoridades que acabam sacrificando o animal, às vezes em local de difícil acesso, e ter que removê-lo de lá…
Como disse o Tio Cesar, ‘a coisa ressurgiu com redobrada violência porque passou a ser proibida’. Realmente, que outro sentido teria brincar com um boi nesta era de tantos passatempos e divertimentos?

Quando eu inaugurei o meu supermercado – o famoso SUPERMERCLÁUDIO – passei a receber a visita dos representantes das principais empresas do ramo. Meu conceito era bom e adquiri muito crédito. Apesar de estar numa praça pequena, meu comércio de varejo era destaque na região. Eu comprava sempre de acordo com o giro. Mas certa vez o vendedor da fábrica de Massas e Biscoitos ‘Coroa’ veio com uma oferta especial para a compra de mil pacotes, de um quilo, de biscoitos sortidos. Até aí dava uma tonelada. Empolgado com a ideia da promoção que iria fazer, fechei o pedido com mais outros mil quilos nas demais embalagens, juntamente com macarrão. Dias depois encosta dois caminhões-baú com a entrega da ‘Coroa’. Quatro mil quilos de mercadoria. O sistema emitiu duas notas no mesmo pedido. Para evitar o transtorno da devolução, pedi que o prazo de 30 e 60 dias fosse estendido para 90 e 120 dias. Custei pra me ver livre daquilo.
Aconteceu outro fato curioso: A Refinações de Milho Brasil – produtora da Maisena – estava lançando o Tempero para Feijão Knorr e o pedido mínimo seria um caixão com 36 displays, de 24 caixinhas. Achei que era muito para um varejo do meu porte. Como o pedido dos demais produtos foi relativamente bom, consegui ficar com meia embalagem – sendo então 18 displays de 24 caixinhas = 864 cubinhos. (Cada caixinha dois cubinhos) Na semana seguinte veio a entrega. Eu não estava na hora. Quando olhei a nota com o total, me assustei. Fui ver no depósito e conferi 18 caixões de Tempero para Feijão. Nem atacado compraria tanto… 15.152 caixinhas= 30.304 cubinhos. Essa deu o que fazer: a transportadora teve que recolher a carga e levar de volta, para então ser faturado o pedido certo…
Para a seção de utilidades domésticas foi feito um pedido det cinco pias de lavatório. Dias depois encosta um enorme caminhão e o seu motorista queria saber aonde podia descarregar as pias? Foi dito que botasse ali mesmo junto à seção. São 500 peças – respondeu ele – é a carga toda… Fui verificar e vi as 500 pias em engradados de madeira. O sistema emitiu a nota e a empresa mandou. Acho que essa indústria nunca havia tirado um pedido daquele tamanho. Devolvi tudo e não quis mais nem as cinco que havia encomendado.

19 de março é dia de São José. Lembro de um fato que presenciei e que comprova realmente o poder da fé: – Quando o Padre Cláudio Cadorin reassumiu a Paróquia de Penha, em 1992, a Casa Paroquial estava prestes a ruir… O jeito era fazer uma nova. Mas isso dependeria muito da comunidade em colaboração… Os recursos da paróquia davam apenas para a manutenção. Primeiro tinha que ser demolida a casa antiga – um sobrado de três andares cheio de infiltrações e rachaduras.
Padre Cláudio alojou-se num apartamento improvisado no fundo da igreja e deu início às obras, confiando plenamente em São José para poder dar conta da empreitada. Eu prometi ajudar e incentivei a campanha de doações. A comunidade foi muito participativa e todos os empresários do município contribuíram com relevantes parcelas.
Mas, como em toda construção o custo é sempre além do orçamento, quando a casa estava pronta a cobrir faltou dinheiro para comprar o telhado. Padre Cláudio ficou desesperado. Para aliviar sua aflição, eu decidi fazer-lhe uma surpresa: assumir a compra das telhas. Reservei a quantia necessária e fui levar. Naquele momento em que fui procurá-lo ele estava na igreja diante da imagem de São José, falando alto como a impor uma solução… ‘Eu preciso cobrir a casa e o senhor tem que dar um jeito’… Aguardei até que ele veio ao meu encontro e lhe entreguei a minha especial doação. Sorrindo como a criança que ganha um brinquedo, ele disse: – Eu sabia que São José não ia falhar!
E assim foi concluída a nova Casa Paroquial de Nossa Senhora da Penha. Dentre as tantas orações dirigidas a São José todas têm o sentido em dizer que “nunca se ouviu dizer ficasse sem consolo quem invoca vossa proteção e solicita vosso apoio”. Padre Cláudio não tomava decisões sem consultar São José. Ele foi um arauto de Deus, devoto incondicional da Sagrada Família. Tinha sempre um bordão especial em suas homilias: “Jesus disse”… Obediente aos seus superiores embarcou para uma missão apostólica pelo interior do estado da Bahia, justamente no dia em que iria dormir a primeira noite na nova Casa Paroquial. Lá findou seus dias como um santo homem Padre.

Ouvi baixinho uma voz me chamando / Como vento suave a soprar
Pensei estar dormindo e sonhando / Ou se era meu ego a falar
Era doce essa voz maviosa / Tão gostosa lá dentro de mim
Era linda, era maravilhosa / Eu ouvia dizer bem assim:
Vem, vem comigo pescar / Que teu barco eu ajudo a guiar
Vem, não desista nem tenhas temor / Pois não há tempestade nas ondas do amor.
Vem, vem pescar com o teu coração / Vem que eu preciso de ti em ação
Vem, não desista nem tenha temor / pois não há tempestade nas ondas do amor.
Procurei desvendar o mistério / Com carinho e real comoção
Descobri que o chamado era sério / Vi espinhos, rosas, contradição
Desfraldei a bandeira de luta / Na esperança que a fé me conduz
Essa voz que eu ouvi baixinho / Com certeza era a voz de Jesus.
Vem, vem comigo pescar / Vem que teu barco eu ajudo a guiar
Vem, não desista nem tenha temor / Pois não há tempestade nas ondas do amor.
Vem, vem pescar com o teu coração / Vem que eu preciso de ti em ação
Vem, não desista nem tenha temor / Pois não há tempestade nas ondas do amor.
‘VEM COMIGO PESCAR’ – Esse poema cantado você pode ver e ouvir abrindo o canal do you tube ou então adquirindo o CD. Composição minha (direitos cedidos) que foi elaborada em 2005, para o Ano Vocacional das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Pela Canonização de Santa Paulina a Congregação das IIC lançou uo qual tenho outra composição: “A Coloninha” – que se refere à menina Amábile Visintainer que se tornou Madre Paulina. Da minha veia musical também saiu o ‘Canto de Amor à Penha’ que se tornou o hino oficial do município desde julho de 1998. Cláudio Bersi de Souza – Escritor – cadeira nº3, Academia de Letras do Brasil, Sec. Penha/SC

A Bíblia é a matriz de todos os livros. Nela se encontram todos os temas para se desenvolver históricos, filmes, romances, documentários, homilias… Ao se aproximar o dia 25 de março, vale reviver o que diz o Apóstolo Lucas, no capítulo 1, versículos de 26 a 38: “O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo! Não temas, Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus’. Maria perguntou ao Anjo: – ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe o anjo: ‘O Espírito Santo descerá sobre ti’. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra’”.
Imaginamos o impacto que causou essa notícia ao povo de Nazaré… Os comentários que a filha de Ana e Joaquim estava grávida e não era de José a quem era prometida em casamento. José até quis se afastar, mas o anjo do Senhor apareceu em sonho e lhe disse: ‘José, não tenhas receio em receber Maria, tua esposa, o que nela foi gerado vem do Espírito Santo’. Mt 1, 18-21.
O saudoso Padre Cláudio Cadorin, devoto incondicional da Sagrada Família, não se cansava em comentar esse fato, argumentando que o chamado para o recenseamento foi uma boa oportunidade para José levar Maria dali, fugindo dos comentários. Daí o motivo de Jesus ter nascido em Belém.
Tão logo fora anunciada, Maria foi ter com sua prima Isabel que estava grávida de seis meses. Isabel a saudou dizendo: ‘De onde me vem a honra de vir a mim a mãe do meu Senhor!’ Maria ficou com Isabel três meses até o nascimento do seu filho João Batista. (São João Batista é o único santo que é comemorado pelo nascimento – 24 de junho).
Muitos cristãos celebram este evento da festa da Anunciação, em 25 de março, exatamente nove meses antes do Natal. De acordo com a bíblia (em Lucas 1-26), a Anunciação ocorreu “no sexto mês” da gravidez de Isabel, a prima de Maria e mãe de João Batista.
Portanto, Jesus conta seis meses mais moço do que o primo João Batista.

Isaque Borba

Ele é muito mais do que esse contador dos causos no facebook de quando era ‘criança pequena’ na praia de Camboriú… Isaque de Borba Corrêa é um grande escritor – com dezenas de livros – historiador e, sobretudo, lexicólogo, autor do livro mais vendido: o Dicionário Catarinense, onde destaca o nosso linguajar típico, especialmente do litoral. Tem ainda outros documentários e peças teatrais.
Isaque Borba, como normalmente é chamado, é natural do Distrito de Praia de Camboriú e decanta os acontecimentos do seu querido pedaço de chão com as minúcias do exímio narrador que é. Hoje toda aquela região é Balneário Camboriú – a mais badalada das cidades turísticas do Brasil. Apaixonado pelo torrão natal mora no canto norte da praia, pescando já então por esporte, porém com a mesma característica do pescador nativo que conheceu quando era ‘criança pequena’ lá na Barra – hoje Vila dos Pioneiros. Foi ali que seu tetra avô Baltazar Pinto Corrêa recebeu uma carta de sesmaria do Imperador D. Pedro Primeiro ‘autorizando-o a fundar no distrito alguma vila, podendo-se fazer essa fundação’, diz o texto dessa carta datada de 1821. Isaque começou na literatura em 1984 quando lançou seu primeiro livro: História de duas cidades – que se refere à Camboriú e Balneário.
Em 2012, escreveu o livro ‘São Tomé’ – a história do Apóstolo de Jesus no continente americano – uma relevante obra que deve ser lida e comentada. Isaque é um caçador de história e de fatos do quotidiano que ocorrem em qualquer lugar ao longo do tempo. Orgulho-me em tê-lo como amigo e de modo especial professor de conhecimentos gerais…
Assim como fizeram: Magru Floriano e o professor Edson d’Ávila, Isaque Borba prefaciou o livro ‘2020 – ITAJAÍ 200 ANOS’.

O nome de Anísio dos Santos foi indicado para ser o Patrono da Academia de Letras do Brasil, seccional Penha, Santa Catarina. A Academia de Letras do Brasil é uma instituição literária que congrega não apenas escritores, mas sim todos aqueles que direta ou indiretamente tem relação com as letras. Por exemplo: Jornalistas, professores, artistas, teatrólogos, enfim todos que são relacionados com a literatura. A ALB seccional de Penha foi fundada no dia 16 de abril de 2016, tendo como presidente a professora Maria Juraci Alexandrino. Composta por 19 imortais é uma das que mais tem membros escritores dentre as seccionais de Santa Catarina. A diretoria estadual está nas mãos da competente erudita Apolônia Gastaldi.
– Quem é Anísio dos Santos?
– É um penhense nascido em Armação de Itapocorói no dia 30 de dezembro de 1915. Viveu à beira dos 95 anos, considerado um perfeito arquivo vivo nas memórias históricas da região. Técnico cursado na fabricação de queijos prestou serviços na Indústria e Comércio Hermann Weege, por vários anos, em Pomerode no Vale do Itajaí. Na Penha foi Juiz de Paz junto ao Cartório Figueiredo. Mesmo com a idade avançada era muito procurado por estudantes e pesquisadores da história regional. Foi homenageado pelo Bloco carnavalesco local, tendo sua vida cantada no samba-enredo. Anísio dos Santos é um desses homens que não se repetem. Bem merecida é a escolha de seu nome para ser o Patrono da Academia de Letras do Brasil, seccional Penha.
Por ocasião das comemorações do primeiro aniversário da ALB, seccional Penha, e da admissão de novos membros, o nome de Anísio dos Santos será oficializado Patrono. Na ocasião também será lançado o livro – a coletânea de contos dos imortais penhenses.

Há pessoas que nascem predestinadas a liderar em qualquer setor. Dentre tantas que se destacam – especialmente no âmbito político – selecionei uma que no momento representa a força jovem e bem intencionada no poder. Refiro-me ao novo prefeito de Penha – Aquiles José Schneider da Costa, que fora eleito com a votação mais expressiva de todos os tempos na história do município.
Aquiles começou de forma ativa na política quando foi vereador na gestão 2009/2012, destacando-se na bancada da oposição, vindo a ser fundador e primeiro presidente do ParlaAmfri, tomando posse em 27 de junho de 2009. O ParlaAmfri é o Parlamento da Macro Região da Foz do Rio Itajaí-Açu, que congrega os municípios: Balneário Piçarras – Bombinhas – Camboriú – Ilhota – Itajaí – Itapema – Luís Alves – Navegantes – Penha – Porto Belo. Pelo seu bom desempenho à frente do ParlaAmfri, a secretaria de Planejamento do Estado de Santa Catarina o convidou para assumir a secretaria de Desenvolvimento Regional de Itajaí – que atende os municípios de Balneário Piçarras, Penha, Navegantes, Itajaí, Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Porto Belo e Bombinhas. Em companhia da vereadora Maria Juraci Alexandrino – atual presidente do Legislativo penhense – eu tive o prazer em visitá-lo na SDR e vi o quanto ele era solicitado para resolver esse ou aquele problema na região. Aquiles só deixou aquele politicamente abrangente cargo para dedicar-se à sua campanha para prefeito de Penha. Vitorioso em todas as sessões eleitorais, o jovem prefeito Aquiles tomou posse neste primeiro de janeiro e tem que primeiramente arrumar a Casa para então começar a atender as causas mais prioritárias no município. Primeiro enxugar a máquina, não deixar a despesa ser maior do que a receita, ser acessível ao público e pôr em prática os projetos que beneficiem de um modo geral. Com certeza ele será o prefeito que o povo espera – o prefeito que Penha precisa.

Parece personagem de Dias Gomes, mas não é. Trata- se do médico Dr. Élcio Rogério Kuhnen, cirurgião com milhares de operações realizadas em toda a região do Vale do Itajaí estendendo-se até Barra Velha.
Mostrando suas mãos calejadas pelo uso do bisturi, Dr. Élcio, além de toda a sua dedicação no exercício da medicina, traz consigo uma especial e surpreendente vocação política.
Em 2014 concorreu a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e por pouco não se elegeu. Eu e Fábio Borba – então editor da Revista Beira Mar – elaboramos um jornal de propaganda que muito contribuiu com a sua campanha. Confraternizamos com um almoço no restaurantePraia Alegre, na Penha. Fabio Borba hoje é supervisor de Marketing e Propaganda na Empresa Sinergia Sistema de Ensino. Esta coluna foi uma das primeiras a divulgar seu trabalho como médico cirurgião. “Fenomenal dr. Élcio” foi o título do artigo que escrevi enaltecendo seu trabalho.
Perseverante em suas vocações, dr. Élcio, natural de Rio do Sul, fixou residência e domicílio eleitoral na cidade de Camboriú e continuou atendendo em seus consultórios, também em Barra Velha e Penha, e operando em quase todos os hospitais da região. Depois de passar pela Secretaria de Saúde como titular em Balneário Camboriú, em 2016 Dr. Élcio se lança candidato para suceder Luzia Coppi na Prefeitura de Camboriú. O resultado surpreendeu e ele se elegeu prefeito da cidade que o acolheu.  
Com certeza o doutor cirurgião prefeito terá o mesmo sucesso em sua gestão executiva como tem tido em suas operações bem sucedidas. Torcemos para que tudo se realize conforme o desejado. Parabéns Dr. Élcio!

Em 1888, ainda no Regime Imperial, uma mulher assumiu o governo do Brasil e deixou sua marca ao assinar a Lei Áurea, a 13 de maio, abolindo a escravidão no país. Trata-se da Princesa Isabel, filha de D. Pedro II.
Em 1º de janeiro de 2011, Dilma Rousseff, eleita pelo voto popular, assume a presidência do Brasil, governando até 31 de agosto de 2016.
Desde 12 de setembro de 2016 a Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha é a presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, exercendo o cargo com brilhante atuação.
Para o Poder Legislativo, destaca-se a professora Maria Juraci Alexandrino que assumiu a Presidência da Câmara Municipal de Penha em 1º de janeiro de 2017. Proporcionalmente, os valores são iguais, cujos desempenhos são de acordo com a Constituição, quer no âmbito federal, estadual ou municipal. Maria Juraci Alexandrino fez carreira no magistério, começando como professora na Casa da Amizade e ganhou projeção pela sua arte de ensinar. Lecionando e estudando, licenciou-se em letras pela Univali, com especialização em Didática Metodologia do Ensino e em Educação de Jovens e Adultos. É pós-graduada em Práticas Educativas nas modalidades Educação Infantil e Ensino Fundamental pela Faculdade Sinergia. Como Diretora da EJA popularizou-se ganhando a mídia através da imprensa. Em 2012 fora eleita para o seu primeiro mandato como vereadora e reeleita em 2016 com votação expressiva. Dinâmica em suas ações e muito atuante na comunidade, logo foi escolhida por unanimidade para presidir a Câmara Municipal. Líder também nas áreas cultural e social abraçou a causa para a fundação da Academia de Letras do Brasil, seccional Penha, SC, que foi levada a efeito no dia 16 de abril de 2016, tornando-se sua primeira presidente. Eis aí, portanto, mais uma liderança que surge a caminho do Paço Municipal. Com certeza, Penha ainda terá uma mulher prefeita.

Segundo afirmou o novo prefeito de Penha – Aquiles José Schneider da Costa – a propalada Fundação Municipal de Cultura é uma das suas prioridades para 2017… Antes de tomar posse do cargo de primeiro mandatário do município ele recebeu uma Carta Aberta da Academia de Letras do Brasil – seccional Penha, SC – reivindicando a criação da FMC, e respondeu justificando que no exercício de 2018 já haverá dotação orçamentária para atender as necessidades do setor. O histórico município de Penha que conta 58 anos de emancipação política, até aí só dispõe de uma diretoria de cultura vinculada à Secretaria de Educação. Se fossem considerados os 258 anos de história contando da construção da capela de São João Batista, de Armação, o próprio Vale do Itajaí teria um novo começo na sua história… Aliás, está prestes a sair o livro que conta a história de Penha pela fundação: 2019 – PENHA 260 ANOS. Acredito que a administração Aquiles/Lindomar voltada para a cultura marcará no tempo como a mais característica em relação aos seus princípios. A Penha histórica, a Penha folclórica, a Penha tradicional. O museu etnográfico; as cantigas de roda; as Brincadeiras com o boi-de-mamão; a Folia do Divino; o Fandango de São Gonçalo; o Terno de Reis. Com certeza será criada a Casa da Cultura com espaço para abrigar os acervos, palco, auditório, sala de leitura, café, chá, biblioteca, secretaria. Pensando alto, esta casa pode vir a ser o sonhado Centro de Eventos – Cultural e Recreativo – de Penha. Popularmente poderá ser chamado de CENEPENHA. A cultura cabe em todos os setores da administração. A cultura ajuda a governar com eficiência. Turismo e Cultura devem caminhar juntos. O turista ou visitante quer sempre saber sobre o lugar aonde chega. O Portal da cidade pode projetar amostras em slides ou vídeos dos pontos turísticos e pitorescos da região.

No dia 12 de janeiro de 1979 a cidade de Itajaí desperta com a primeira edição do Diário do Litoral, um jornal independente cuja intenção era defender os direitos do povo… Ou melhor, ser propriamente a voz do povo. Liberal em seus argumentos enfrentou pressões e represálias, mas rompeu todas as barreiras e tornou-se um dos mais lidos jornais do país.
Popularmente conhecido como DIARINHO, chegou a ganhar o apelido de ‘macriado’, pelo seu linguajar direto, e assim ia aumentando a preferência do público. Quando passei a ser colaborador, meus artigos eram enviados numa folha datilografada e depois em disquete, até por fim via internet.
Não tenho a data precisa de quando comecei, porém creio que faz aproximadamente 25 anos, pois em 1994 eu anunciei a lamentável morte do padre Cláudio Cadorin quando estava em missão apostólica pelo interior do estado da Bahia, precisamente em Jacobina.
Hoje o DIARINHO é aceito em todas as camadas sociais com especial preferência. Tenho recebido muita menção de agrado pelos meus artigos e quero aqui registrar ternos agradecimentos: – Muito obrigado!
De modo especial à turma do Sítio do Tio Duda, na pessoa de Wilson Victorino, estendendo aos sócios do Lions Club da região – e à turma do Itamirim, na pessoa de João Erico de Souza.
Um abraço a todos os amigos que faço representar nas pessoas de Carlos Gueiros, Bau, Fernando Leal, Ari Souza, Renê Murilo, Lourival, Nêne Schmit e muitos outros – mas muito mesmo os tantos que fazem parte da minha sincera amizade.
Menção especial ao seu fundador Dalmo Vieira, filho do Capitão Galdino, que acreditou na sua iniciativa de criar um jornal diário com propósito de perdurar ao longo do tempo…
Portanto o DIARINHO aí está há 38 anos, campeão de tiragem e de leitores, conquistando cada vez mais o número de assinantes e anunciantes. A coluna ‘Memórias e Fatos’ só sabe enaltecer falando de pessoas por suas qualidades e boas ações.