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Distúrbios psiquiátricos no ambiente organizacional

Torna-se cada vez mais comum nos dias atuais termos colegas de trabalho que sofrem de algum distúrbio psiquiátrico. Quando o assunto é qualidade de vida no trabalho muitas empresas orgulham-se dos programas desenvolvidos por seus departamentos de recursos humanos, no entanto, quando um colaborador começa a apresentar sinais de algum problema, muitas vezes, vem o preconceito.
As causas dos transtornos são inúmeras e em muitos casos afetam o desempenho do profissional. Em casos mais graves o profissional precisa ausentar-se para ir a consultas médicas, terapia e muitas vezes afastar-se por dias ou mesmo meses do trabalho.
Em função do afastamento a notícia se espalha, muitos colegas passam a tratar o profissional de forma diferente, alguns ainda associam problemas psiquiátricos, como transtornos de ansiedade, depressão grave ou transtorno bipolar, à loucura e por isso passam a não confiar mais no colega, afastam-se e isso acaba por piorar ainda mais a situação.
Na verdade, os transtornos psiquiátricos devem ser tratados da mesma forma que diabetes, pressão alta, labirintite ou qualquer outro problema que possa acometer um profissional. As chefias, com o apoio do RH, devem inteirar-se do assunto, agir naturalmente e compreender as ausências causadas por consultas médicas. Da mesma forma, os colegas de trabalho podem e devem buscar entender o que acontece, ler, se informar para que possam colaborar e não atrapalhar a recuperação de quem já está em sofrimento.
Nos casos em que é necessário o afastamento por períodos um pouco mais longos, tanto o profissional como as chefias e o departamento de recursos humanos devem conversar e entrar em acordo antes de simplesmente dispensar o colaborador. Isso pode ser um erro terrível, visto que a doença pode ser controlada com medicações, que levam certo tempo, podendo variar de 15 dias a alguns meses para que o profissional volte a seu estado normal e os sintomas sejam extintos. Além disso, muitas vezes, a preocupação com o emprego é um fator que dificulta a própria aceitação do colaborador da necessidade de se afastar da empresa.
O mais importante nesses casos é agir de forma natural e buscar a melhor solução, através da compreensão e valorização do colaborador. Juntos, empresa e colaborador podem encontrar o melhor caminho.

Universo do Trabalho
Taísa da Silva Cassol é psicóloga clínica e organizacional – CRP 12/06288 - taisapsico@gmail.com - facebook.com/psicologataisa
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