Urna fraudada?

Há mais de 10 anos suspeito dos resultados finais nas eleições presidenciais brasileiras. Primeiramente, por certas reviravoltas nas votações finais, especialmente após o primeiro turno quando candidatos houve, e isto por mais de uma vez, que perderam milhões de votos da primeira para a segunda apuração.
A segunda razão de desconfiança reside nos vultosos gastos realizados nas campanhas não só com a propaganda, mas principalmente com os “marqueteiros” que tem abocanhado elevadíssimas quantias, não só em real nos pagamentos feitos no país, mas em muito maior quantidade em dólares através depósitos feitos no exterior.
A suspeita manifestei a primeira vez em 2006, quando “Dez policiais invadiram a casa do ativista Hari Prasad, em Hyderabad na Índia, no sábado (21/8), em busca de informações sobre a fonte anônima que cedeu uma urna eletrônica para pesquisa realizada pelo hacker no início do ano. Ele conseguiu fazer com que a urna pudesse ser controlada remotamente por um celular, sendo que as modificações propostas pelos pesquisadores seriam difíceis de notar.
Halderman é o mesmo pesquisador que mostrou ser possível instalar o jogo Pac-man em urnas usadas nos Estados Unidos.
Em abril de 2010 a OAB recebeu um relatório que denunciava os riscos à sociedade nessa postura de legitimar o software eleitoral sem tê-lo avaliado de fato. E declarou: “Se o parecer disser que a Ordem não deve legitimar, não vamos legitimar (o atual modelo de votação eletrônica)”.
Na oportunidade o Ministro do TSE Ricardo Lewandowski disse que “quem ousar desconfiar do TSE ou da urna será condenado por litigância de má fé…”. Porque seria?
Agora, foi realizada há poucos dias a maior conferência “hacker” do planeta, a Defcon. Nesta edição, a novidade foi que hackers investigaram pela primeira vez a segurança das urnas eletrônicas. Todos os modelos testados, invariavelmente, foram facilmente invadidos em menos de duas horas.
Mais de 30 máquinas foram testadas, de várias marcas e modelos, incluindo Winvote, Diebold (que fabrica as urnas brasileiras), Sequoia ou Accuvote.
Algumas foram hackeadas sem sequer a necessidade de contato físico, utilizando-se apenas de uma conexão wi-fi insegura. Outras foram reconfiguradas por meio de portas USB.
Nas palavras de Jeff Moss, especialista em segurança da internet: “O problema é que a manipulação de uma urna digital pode não deixar nenhum tipo de rastro, sendo imperceptível tanto para o eleitor quanto para funcionários da justiça eleitoral”.
Será que participamos, como eleitores, da eleição mais fraudada da história da República?

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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