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Um resgate necessário…

– O site da revista Veja repercutiu, no dia 5 deste mês, a notícia: “O 1.º Juizado Especial Cível de Chapecó, em Santa Catarina, condenou uma mulher atropelada a pagar R$ 2,8 mil por prejuízo provocado a uma motorista de carro ao atravessar uma rua fora da faixa de pedestre. “É importante aceitar que os pedestres também possuem deveres de trânsito que devem ser observados”, destacou o juiz André Alexandre Happke, na sentença”.
– A notícia me obriga relembrar o escrito semanas atrás: “Viver em sociedade é uma arte que implica regras e comportamentos que se devem tornar tão naturais como o ar que respiramos”.
-Transcrevi, na mesma oportunidade, frase do atual Ministro da Educação que a militância xenófoba pretende devolver ao país onde nasceu: “Liberdade não é fazer o que você deseja. Liberdade é agir, fazer escolhas dentro dos limites da lei e da moralidade. Fazer o que dá vontade não é ser livre. Isso é libertinagem. No Brasil, por força de ciclos autoritários, temos uma visão enviesada da liberdade”.
– Nos dias atuais, em nome de uma democracia liberal cada um pode fazer o que bem entender. Só há direitos, não há deveres. O cidadão é completamente alienado das coisas da Nação. Não sabe, nem ao menos, o hino nacional, que nos dias de hoje não lhes é ensinado na escola.
– Em seguida ao término da tão decantada “ditadura militar”, em nome de uma pretensa modernização na forma de ensinar as crianças, a disciplina que se denominava “Educação Moral e Cívica” foi banida das salas de aula privando assim, as crianças do ensino das regras de comportamento em sociedade, da informação sobre o que era moral e o que era imoral, do conhecimento dos valores nacionais, e informações sobre o que era o Estado, seu funcionamento e o de seu governo, o que sãos as leis e qual a sua finalidade e assim por diante”.
– Consequência de tal modernização foi um crescimento das atitudes contra a família, um aumento do desrespeito às coisas comuns, aos indivíduos, aos vultos nacionais, às instituições, às leis e à sociedade.
– É preciso que estes retirem as vendas que cobrem seus olhos e percebam que a educação deverá ser precedida da avaliação dos nossos estudantes como pessoas e cidadãos, sua postura cívica dentro da escola, em casa e no espaço público onde vivem.
– Nosso problema maior não é com o nível de nossos estudantes no trato com números e letras, mas com seu comportamento pessoal no meio onde vivem. De nada vai nos adiantar termos gênios matemáticos e brilhantes literatos se como pessoas eles continuarem sendo incivilizados, malcriados, desonestos, imorais, grosseiros.
– A saída para isso, conforme já sugeri, será o resgate da disciplina de Educação Moral e Cívica, que existia no passado, mas foi retirada dos currículos por decisão de algum ou de alguns educadores incompetentes.

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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