Soberba!

Soberba também conhecido como orgulho é o sentimento caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando a manifestações ostensivas de arrogância, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis reais. O termo provém do latim superbia.
A soberba não é privilégio dos ricos. Os pobres também podem experimentar a soberba ao se considerarem especiais e buscando fingir serem o que não são. Não só através de bens materiais, pois muitas vezes a pessoa pode se sentir superior aos outros por acreditar que é o melhor no que faz, no que decide, na sua capacidade de resolver situações.
Enquanto o invejoso guarda tal sentimento para si, se remoendo internamente, o soberbo tende a se mostrar, pois está enamorado com a própria existência.
Feita esta introdução, colhida na Wikipedia, pediria atenção para a realidade brasileira onde a todo instante deparamo-nos com manifestações de soberba no comportamento não só de pessoas investidas no poder, mas também, no de ex-autoridades que continuam a se exibir na arena política.
O jornalista Helio Schwartzmann comentando no jornal “A Folha de São Paulo” a determinação do afastamento de Aécio Neves das funções de senador e seu recolhimento noturno alertou que “é preciso sabedoria para ter poder nas mãos e resistir à tentação de exercê-lo”.
E a advertência procede, pois “O sábio é sempre prudente e honesto. Por saber muito, sabe também que muita coisa existe ainda por saber e que seu conhecimento, por maior que seja, é limitado e pobre, além de ser falível o seu juízo”.
E a Primeira Turma do ão teve essa sabedoria, pois embora a sua decisão não seja tecnicamente impossível, constituiu-se uma temeridade a aplicação, no caso, de duras medidas restritivas que não são explicitamente previstas na Constituição e ainda sem o aval do plenário da corte.
Aliás, a imprudência tem marcado presença em inúmeras atitudes no “pós-delação da JBS”. Começou com a não verificação da integridade das gravações, o exame pericial da mala, a primeira denúncia calcada em “relatos” e agora a segunda abrangendo “crimes” fora da época que a justificava e assim por diante, providências necessárias em nome da prudência.
Agora temos aí uma determinação judicial que, como tal, deve ser cumprida, pois, como já escrevi em artigo anterior: “em Direito nem sempre dois mais dois é igual a quatro”, depende da mão que manuseia a caneta que escreve o resultado.
Tudo está a indicar uma ansiedade da instância máxima por punir os políticos corruptos o que seria muito mais tranquilo se a punição resultasse da análise do mérito dos processos com foro especial, tal como tem acontecido com aqueles comuns, tramitando no foro federal de Curitiba.

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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