Sem desvarios!

– A “Folha de São Paulo” nos dá notícia de que – “Manifestantes se reuniram nas ruas de capitais brasileiras neste domingo (31) em protestos contrários e favoráveis à ditadura militar iniciada com o golpe de 1964, há 55 anos. Os principais atos aconteceram em São Paulo, onde os manifestantes se reuniram na avenida Paulista e no parque Ibirapuera, e no Rio, concentrado na Cinelândia”.
– “Os maiores atos foram contra a ditadura. “Descomemorar” o golpe com cultura e silêncio foi o espírito do ato na praça da Paz, no parque Ibirapuera, que recordou os desaparecidos da ditadura militar. O ato, intitulado Caminhada do Silêncio, começou por volta das 16h com apresentações musicais e literárias que evocavam críticas à ditadura militar e a Bolsonaro.
– No Rio, o protesto contra a ditadura reuniu manifestantes na Cinelândia, no centro da cidade. Em discursos, lideranças criticaram a autorização dada por Bolsonaro para que as Forças Armadas “rememorassem” o golpe militar de 1964.
– Entre os vários pronunciamentos chamou a minha atenção o seguinte: “Eu fui criado no chão frio do exílio. Eu vi o sofrimento da minha família”, recordou o vereador Leonel Brizola Neto (PSOL), que lembrou torturas sofridas pelo avô e homenageou militares que se opuseram ao regime. “É preciso debatermos, dialogar com o povo brasileiro o que significou esse corte histórico”.
– Nascido no ano de 1934, vivenciei não só a “Ditadura Vargas”, mas, também, a apelidada “Ditadura Militar” e nunca tive conhecimento de que Brizola houvesse sofrido prisão ou tortura.
– Segundo Antônio Gasparetto Junior, Leonel Brizola foi um renomado político brasileiro cujo nome de batismo original era Itagiba Moura Brizola, mas seu envolvimento com questões políticas desde cedo o levou a mudar seu próprio nome, assumindo a identidade de Leonel liderou a Campanha da Legalidade (1961), que defendia o direito de Jango tomar posse como novo presidente.
– Em 1964, Brizola, diretamente ligado ao presidente deposto, perdeu seus direitos políticos e se exilou no Uruguai. Em 1977, a ditadura brasileira pediu sua expulsão do país vizinho e foi deportado para os Estados Unidos. No ano seguinte, foi para Portugal se juntar a outros exilados até voltar para o Brasil em 1979 (Lei da Anistia), em 1982 foi eleito governador do Rio de Janeiro. Pouco depois, a ditadura militar acabaria no Brasil, em 1985.
– Como se vê, talvez por uma falha de concentração – “A falta de concentração prejudica o registro do fato, e um registro fraco dificulta a evocação posterior”- (Prof. Benito Damasceno), o “nobre Vereador” falseou a verdade e talvez por isso reconheceu: “É preciso debatermos, dialogar com o povo brasileiro o que significou esse corte histórico”.
– Restabelecendo-se a verdade, sem desvarios.

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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