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Quem nasce mentiroso…

 Inspirado pelas manche­tes e comentários publicados na mídia após o “julgamen­to” do “Pretório Excelso”, declarando a inconstitucio­nalidade da prisão, antes de percorridas as “quatro ins­tâncias judiciárias” e ven­cidos todos os prazos pres­cricionais que, para muitos representou um retroces­so para a justiça penal des­te Brasil busquei, nos textos antigos, registros para ficar na onda das “Supremas Ex­celências”.

Assim é que encontrei, num texto aqui publicado em 2004, constatando que: “a sociedade brasileira vem demonstrando uma compla­cência moral com o que po­demos chamar de “pecados veniais”, ainda mais quando praticados pelos poderosos e seus seguidores”.

“Tal complacência está se impregnando na consciência dos brasileiros, inspirando uma perigosa leniência com atos ilegais com repercus­sões desastrosas no quotidia­no dos cidadãos que passam a preocupar-se somente com a “lei do Gerson”, ou seja, a tirar vantagem em tudo e contra todos, mesmo que o seu proveito pessoal repre­sente um prejuízo para o seu próximo e até mesmo para a coletividade”.

“A mesma complacên­cia é que permite o culto a personalidades que se desta­cam pelo “mau caráter”, pela “malandragem”, pela “esper­teza”, dando-se lhes a maior divulgação pela mídia”.

Veja-se: desde o dia 7 de abril de 2018 Lula vivia em uma cela que tinha TV, rá­dio e uma esteira ergométri­ca. Assistia noticiário, séries e filmes levados por seus ad­vogados.

Liberto em 07/11/2019, foram 82 semanas em que Lula, apesar de prisioneiro, fez política partidária, par­ticipou ativamente da cam­panha presidencial de Fer­nando Haddad (PT), deu entrevistas, prestou depoi­mentos e teve revelado um romance.

Estava raivoso, mas não deprimido, dizia quem o vi­sitava. Para canalizar a raiva para ações não violentas ga­nhou, de advogados, o livro “A Virtude da Raiva”. Lula leu a obra, mas a braveza não passou. E tinha um alvo definido: Sergio Moro, atu­al ministro da Justiça, que quando juiz responsável pela Lava Jato condenou o petis­ta na primeira instância no caso do tríplex.

Agora, em liberdade, evi­denciou o retrocesso alarde­ado na imprensa, voltando a falsear a verdade, como an­tigamente pois, ao discursar em São Bernardo do Cam­po, na manhã de sábado, 9, o ex-presidente tratou como “solitária” a cela especial em que ficou detido por 580 dias, afirmou não ter acumu­lado patrimônio ao atacar o presidente Jair Bolsonaro e se vangloriou de ter sido di­retor de escola.

E mais, “eu me prepa­rei para não ter ódio, eu me preparei para não ter sede de vingança, eu me prepa­rei para não odiar os meus algozes”, afirmou Lula, e re­ferindo-se a Bolsonaro: “Ele (presidente) tem que expli­car aonde ele construiu um patrimônio de 17 casas. Eu fui deputado, eu fui presi­dente e se me virarem com a bunda para baixo não vai cair uma moeda do meu bol­so. Eu quero saber como es­ses caras juntam dinheiro.”

Resumo: continua grossei­ro e mentindo como antes.

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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