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… quem não atrapalha!

– A esquerda brasileira está fazendo um escândalo, achando um fato gravíssimo ter de cantar o Hino Nacional brasileiro nas escolas. No meu tempo cantávamos o hino pelo menos uma vez por semana.
– No Brasil de hoje, torna-se necessário um resgate aos símbolos nacionais. Nossa bandeira brasileira não é respeitada e, por vezes, até é queimada em manifestações.
– No meu tempo cantávamos o hino pelo menos uma vez por semana. Ninguém reclamava. Qual é o problema? Tínhamos respeito pela escola e pelos professores, o que hoje em dia não existe mais. Deixar criança ver pornografia no museu dizendo ser arte e filmá-las, isso pode; mas cantar o hino na escola não pode.
– Hoje reconsidero minha discordância com o escrito por J.R.Guzzo em seu artigo “Nem Átila” quando apontou, ao vislumbrar problemas midiáticos: “Um deles é que a mídia está começando a revelar sintomas de Alzheimer ou de alguma outra forma de demência ainda mal diagnosticada pela psiquiatria”.
– Tal reconsideração ocorre por que o mesmo barulho não se deu quando, em 21/9/2009, durante o governo Lula da Silva, o então vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva, na época em que o ministro da Educação era Fernando Haddad, sancionou a Lei n.º 12.031 cujo art. 1.º estabelece: “Art. 1o O art. 39 da Lei no 5.700, de 1o de setembro de 1971, passa a vigorar acrescido do seguinte – Parágrafo único: Nos estabelecimentos públicos e privados de ensino fundamental, é obrigatória a execução do Hino Nacional uma vez por semana”.
– E só para relembrar o citado artigo 39 (Lei 5.700), agora acrescido de um parágrafo único, estabelece mais: “É obrigatório o ensino do desenho e do significado da Bandeira Nacional, bem como do canto e da interpretação da letra do Hino Nacional em todos os estabelecimentos de ensino, públicos ou particulares, do primeiro e segundo graus”.
– Onde estava a imprensa atenta, que nada disse sobre o que se obrigou e não se cumpriu? Repito o que escrevi dias atrás: “não estou a favor dos militares e contra os jornalistas”, mas, da mesma forma, concordo que, “quem sabe se possa dizer que talvez haja um ou outro probleminha com a imprensa brasileira de hoje”.
– Parece que a “militância” que agora está ironizando a medida do novo ministro, passou batida nesta lei sancionada no governo Lula ou, por comodidade, a ignoraram.
– Dever-se-á dar um tempo ao governo que demonstra a intenção de cumprir promessas – reforma da previdência, pacote anticrimes – projetos fundamentais para a economia e a Justiça deste país.
– Deixem de lado estes “mimimis” infindáveis que não levam a nada, permitam que um governo que está engatinhando tome prumo e mostre a que veio, aí sim, critiquem seus erros e acertos. “Muito ajuda quem não atrapalha.”

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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