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Profissionalismo policial

Notícia publicada neste jornal, domingo passado, relatou o fato de que na sexta-feira anterior, “um Corolla, de Itajaí, parou em frente do portão de uma residência bem em frente à delegacia Regional…ficando parado por três horas impedindo a entrada e saída de veículos”.
A matéria atraiu minha atenção pois, residindo na quadra vizinha ao Centreventos de Itajaí, tenho experimentado, pelo menos uma centena de vezes, especialmente depois da instalação da “Marejada” há 33 anos atrás, o aborrecimento com “folgados” que se julgam o centro do mundo e que por isso a terra gira em torno deles.
Os demais seres humanos apenas orbitam ao seu redor.
A propósito, no último sábado do ano que passou, esta coluna teve como título ‘Polícia cidadã’ quando teci considerações a respeito das relações dos policiais com os cidadãos.
Reconheci a existência de uma expressiva maioria de policiais que no cumprimento de sua missão de proteger a ordem pública e a segurança dos cidadãos o fazem com total respeito aos dispositivos legais, atribuindo mérito, também, aos inúmeros policiais que excedem o seu dever, assumindo riscos pessoais excessivos para salvar pessoas em perigo.
Comentava, naquela oportunidade, artigo do jornalista Demétrio Magnoli da Folha de São Paulo o qual aludia, também ao que chama de “policial bandido”, que nada tem a ver com este escrito e cuja lembrança serve apenas para relembrar que o policial profissional sabe que o policial bandido é seu inimigo e também sabe que a polícia é o que seus comandos querem que seja, enquanto a sua orientação seguir as regras e os regulamentos para ela estabelecidos, questionando quando ocorrerem desvios, pois para isso foram instruídos e orientados na preparação que antecede ao seu ingresso na força.
A digressão ao artigo passado se deve ao fato de que na notícia, objeto do presente comentário, consta o relato de que após a competente atuação da guarda de trânsito, multando o infrator e guinchando o veículo, teve a interferência “do proprietário infrator acompanhado de um delegado da polícia civil” que culminou com a não realização do “guinchamento” já iniciado.
Considerando o envolvimento de autoridade policial, o ocorrido está a merecer um esclarecimento oficial pois, “somente com profissionalismo é que o policial obterá o respeito e impedirá que a polícia se torne objeto de temor, aversão e ódio, tão perigoso para os policiais, até mesmo quando tiverem de operar em comunidades que preferem o silêncio à cooperação ou, em casos extremos, escolhem cooperar com os criminosos”, escrevi anteriormente.
Interessante também seria a informação relativa à identificação do veículo: placa, cor, etc., para que, no futuro, no caso de um novo estacionamento irregular, o infeliz proprietário do portão obstruído já saiba que o costumeiro infrator não terá o seu veículo removido, permanecendo a obstrução.

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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