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Não foi penalty!

– Sob o título “Nordeste reage” a colunista Sonia Race publicou uma nota em sua coluna no “Estadão” do dia 23 de julho passado, com o seguinte teor: “Artistas nordestinos se mobilizaram contra a fala de Bolsonaro ofensiva ao povo da região. Em show no sábado, em Campos de Jordão, Lenine bradou um “Viva o Nordeste” antes de cantar Leão do Norte, uma ode à cultura nordestina. E em Garanhuns, no Festival de Inverno, Elba Ramalho postou em rede a bandeira do Nordeste que lhe jogaram da plateia, com a hashtag “orgulhodesernordestina”.
– Decorridos trezentos dias da proclamação dos resultados das eleições presidenciais os quais, pela nomeação dos vencedores, indicaram que o eleitorado brasileiro já está farto desse jogo político que consiste em jogar classe contra classe: rico contra pobre, operário contra patrão, motorista de automóvel contra motociclista e estes contra os ciclistas, as indefinidas “elites” contra qualquer um que esteja à procura de um desafeto para nela descarregar a sua impotência, frustração ou fracasso.
– Em que pese a defintividade do fato, parece que os opostos, vencedores ou vencidos, ainda não assimilaram a realidade de que os tempos são outros e, por isso, impõem ações e comportamentos diversos daqueles praticados no período dos “folguedos petistas” (2003/2017).
– Entretanto, é necessário que se diga, a bem da verdade, que os eleitoralmente apeados do poder até que retomaram as práticas anteriores à “tomada do governo” no início do século: obstruções parlamentares, embargos, votos contrários, denúncias, gritos, vaias, panfletagem, desrespeito às pessoas em depoimento e mil outras atitudes ausentes dos manuais de boa educação e decoro.
– No que respeita aos agora investidos no poder, surge a impressão de que ainda não se conscientizaram de que seus opositores de hoje estão à mingua, despojados das benesses, afastados dos “cartões funcionais”, sem o “cobertor amigo” para encobrir suas deficiências e falhas “alopradas”.
– Não notaram que o jogo ficou pesado, qualquer “pisão” merece cartão amarelo; braços abertos – tentativa de cotovelada, punível com cartão vermelho; aproximação do adversário no perímetro da área – queda espetacular, objetivando a aplicação de penalidade máxima (penalty), tudo isso sem falar nas queixas e reclamações.
– Parece exagero da minha parte?
-Veja-se o caso acima citado – um comentário presidencial feito para um auxiliar imediato, criticando dois governadores que tem praticado oposição sistemática ao governo, criando obstáculos para as reformas propostas, previdenciária inclusive, foi distorcido, incluindo-se como objeto das críticas todos os naturais, não só dos dois estados, mas de toda uma região, o nordeste.
– Ou seja, caíram dentro da área para “cavar” um penalty.

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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