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Les chemises rouges – o retorno

– Perguntou Anna Pallares, leitora do jornal Estadão: “Gostaria muito de saber por que as queimadas na Amazônia provocam tal reação mundial, de forma tão diferente diante das terríveis queimadas em Portugal, na Califórnia, na Austrália”…
– Em junho de 2006 tal assunto mereceu os “pingos nos is” pelo fato de envolver uma atuação estrangeira contra o desenvolvimento e o consequente crescimento da economia brasileira em busca de um merecido lugar no elenco econômico mundial e, o que é pior, valendo-se da colaboração de falsos nacionalistas, que cooptados com expressivas contribuições em moeda estrangeira, passam a atuar contra o progresso nacional.
– Alertei: “Agora, quando o Brasil quase autossuficiente em petróleo, coloca-se entre os grandes produtores agrícolas, tanto de grãos quanto de carnes e derivados e também de frutas e sucos, vê-se abalado pelos “movimentos sociais”, especialmente dos denominados “sem terra” que se dedicam à invasão e saque de propriedades agrícolas e pastoris, ignorando os mais comezinhos princípios de direito e usurpando funções eminentemente públicas e de governo, no que respeita à avaliação da conveniência, possibilidade e legalidade de tais invasões”.
– Coincidentemente, o MST recebeu significativo apoio financeiro de outros países, especialmente europeus e principalmente da França, que subsidia a sua atividade agrícola impedindo o ingresso dos produtos brasileiros em seu comércio.
– Não admira que agora, em 2019, a mesma França volte a questionar o acordo comercial entre o Mercosul – Brasil incluído – tentando uma vez mais obstar a entrada dos produtos agrícolas brasileiros no Mercado Comum Europeu, concorrendo diretamente com os produtos agrícolas franceses que repito, subsidiados pelo seu governo.
– Ocultando seu verdadeiro motivo, o governo francês “empombou” com as “queimadas na floresta amazônica”, ocorrência comum em todas as estações de seca.
– Sobre o “mote” escolhido – as queimadas – ocorrem, a meu ver, mais algumas coincidências, senão vejamos: após o pleito de 2018 os políticos escorraçados do poder passaram a viajar pelo mundo europeu, a França principalmente, denunciando um pretenso “golpe” com a prisão do seu líder; o advento da “nova direção” acarretou a suspensão de grande parte dos recursos disponibilizados às ONGS que, sob os mais variados motivos, atuavam no território ocupado pela floresta amazônica; a causa indígena sempre foi o tema predileto das hostes afastadas do poder e em grande parte acoitadas nas ditas organizações não governamentais.
– Resultado deste ajuntamento de “ideais” – revanche eleitoral, retomada dos financiamentos públicos e ocupação das terras indígenas – estão as “passeatas de protestos” no Brasil e no exterior, sempre coloridas com as indefectíveis bandeiras e as “chemises rouges” (camisas vermelhas).

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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