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Impressão digital?

Entendo que a comunicação com o público deve ser além de informativa, também cultural e sempre instrutiva, e por assim pensar é que hoje abordarei um assunto que envolve uma situação a qual pela repetição creio estar por merecer um comentário.
Há algum tempo fui convocado por um dos bancos com agência em nossa cidade e do qual sou correntista, a providenciar a minha identificação digital em um dos terminais porque dali em diante qualquer operação nas máquinas, ou terminais, somente poderia ser concretizada com a dita identificação digital.
Rapidamente, tratei de providenciar tal identificação eis que, nos dias de hoje, o acesso aos terminais bancários entrou no rol de nossas atividades corriqueiras. Assim, cumpridas todas as solicitações da engenhoca, fui parabenizado pelo sucesso da habilitação.
Curioso, reintroduzi o cartão e solicitei a emissão de um extrato da minha conta e, qual não foi a surpresa, a máquina não reconhecia a minha impressão digital registrada minutos antes e com sucesso, segundo ela havia noticiado.
A solução foi obter uma “dispensa” da tal identificação digital naquele banco. Iniciava-se ali uma saga que se desenvolve até hoje, pois pela avançada idade, ou por outro fenômeno qualquer desapareceram os traços digitais (datilograma) de meus dedos.
E como identificação digital é sinônimo de modernidade, pois até para votar – o que é obrigatório – as pessoas terão que portar o título de eleitor digitalizado, e também por constatar que tal desparecimento é muito mais comum do que se poderia pensar, realizei uma pequena pesquisa que disponibilizo ao leitor.
Impressão digital (tecnicamente datilograma ou dermatoglifo) é o desenho formado pelas papilas (elevações da pele), presentes nas polpas dos dedos das mãos, deixado em uma superfície lisa. As impressões digitais são únicas em cada indivíduo, sendo distintas inclusive entre gêmeos univitelinos. Tal característica, chamada unicidade, as faz serem utilizadas como forma de identificação de pessoas há séculos.
Algumas pessoas, contudo, apresentam as pontas dos dedos lisas, o que caracteriza a chamada Síndrome de Nagali; nestes casos, a identificação é feita pela íris ou outra forma de identificação biométrica adequada. Em 2006, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Haifa, em Israel, anunciaram ter descoberto que tal síndrome é decorrente do mau funcionamento de uma proteína conhecida como queratina 14.
Esclarecendo que grande parte das informações técnicas foram colhidas na internet (Wikipédia), acrescento que também os pacientes de quimioterapia tendem a sofrer da perda, como acontece na Síndrome de Nagali, conforme constatei em pesquisa pessoal realizada.

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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