Fascista?

Você saberia realmente explicar o que é o fascismo? Ou será que pertence àquela maioria que repete essa palavra sem ter a mais remota noção do que ela significa?
Talvez por isto é que “fascismo” acabou se tornando uma espécie de insulto político a qualquer pessoa que se oponha aos ideais de esquerda. Assim, você pode perfeitamente virar um “fascista” apenas por não concordar com os discursos de um político de determinado partido mais progressista, ou daquele revolucionário.
Para muita gente, principalmente os fanáticos ideológicos, ou você comunga com a estética, os jargões e a luta do grupo, ou você está condenado ao enquadramento como “fascista”.
Fascismo é dos termos mais imprecisos popularizados na política, entretanto é provavelmente um dos conceitos mais repetidos e pouco compreendidos da história dos dicionários políticos.
Originalmente o fascismo foi um movimento político fundado por Benito Mussolini em 23 de março de 1919 e no seu início era composto por unidades de combate (fasci di combattimento). Seu nome deriva da palavra italiana “fascio” que remete à ideia de aliança ou federação.
Desde essa altura, a palavra “fascista” é usada para mencionar uma doutrina política com tendências autoritárias, anticomunistas e antiparlamentares, que defende a exclusiva autossuficiência do Estado e suas razões. Trata-se de um movimento antiliberal, que atua contra as liberdades individuais.
O fascismo diferencia-se das ditaduras militares porque o seu poder está fundamentado em organizações de massas e tem uma autoridade única. Os seus membros são, na sua grande maioria, provenientes da classe operária e da pequena burguesia rural e urbana.
Polo de atração de tais simpatizantes talvez seja a característica antiliberal definida na afirmativa de Benito Mussolini, seu fundador: “O fascismo é definitivamente e absolutamente oposto às doutrinas do liberalismo, tanto na esfera econômica quanto na política.”
Acreditava o criador do partido que o liberalismo era uma espécie de religião desconhecida e, portanto precisava ser combatida, daí o fato de toda a doutrina fascista resumir-se numa regra bastante clara e precisa: “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado.”
Resumindo, para os fascistas todas as ações humanas devem satisfação ao Estado o qual deve dirigir uma economia corporativista, controlando cada movimento do mercado, ao mesmo tempo em que impõe claros limites às liberdades individuais. Tudo muito semelhante daquilo que os socialistas instituíram em diferentes regimes por eles imposto no ultimo século.
Lembre-se disto. Talvez o fascista seja você, só que ainda não sabe.

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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