Home Colunistas Pingando nos Is Deus nos livre…

Deus nos livre…

A determinação para o cumprimento das condenações na sentença prolatada na “Ação Penal 470” (mensalão) acarretou no recolhimento à prisão de algumas “cabeças coroadas” da elite do atual governo.
Por falta de embasamento legal, o “comissariado” dedicou-se a uma campanha contra a autoridade competente para determinar tal cumprimento da decisão e as prisões dela decorrentes, praticando a ofensa e a motivação política de sempre.
Dentre todas, destaco a praticada por um líder de qualquer coisa do Partido, o qual, do alto da sua sapiência, determinou que o ministro Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, “não está a altura do cargo”.
Conhecendo a bagagem cultural da grande maioria dos partidários, coloquei a afirmativa na conta de sua escassa educação no trato com as pessoas.
Por uma questão de justiça e corroborando o afirmado até aqui, disponibilizo ao leitor um breve currículo cultural do atual presidente do Supremo: “Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado. Foi oficial de Chancelaria do ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e depois foi advogado do serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) (1979-84).
Prestou concurso público para procurador da República e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e 1993. Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Foi “visiting scholar” no Human Rights Institute da faculdade de Direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.”
E para o seu algoz, relembro o escrito “sobre o ignorante”, encontrado em algum lugar e de autor por mim desconhecido o qual, entretanto, divulgo para o homenagear:
“Astros opacos, sem nenhuma luz própria, não podem iluminar qualquer sombra, nem tampouco contribuir para melhor brilho da claridade conhecida.
Infeliz de quem buscar nesses fátuos a lição que não sabe, porque eles, com a coragem inaudita dos ignorantes, lançarão proposições absolutas, que poderão levar seus adeptos aos mais tremendos erros.
O sábio é sempre prudente e honesto.
Por saber muito, sabe também que muita coisa existe ainda por saber, e que seu conhecimento, por maior que seja, é limitado e pobre, além de ser falível o seu juízo.
O ignorante, não. Como o seu mundo é pequeno, porque é pequeno o seu conhecimento, julga-se senhor de toda a ciência humana e não admite a falibilidade de seu juízo lógico ou científico.
E exatamente porque pensa que nada existe além do seu conhecimento, não tem nenhuma modéstia nem se acautela com qualquer medida de prudência.
Suas afirmações são categóricas e seus juízos infalíveis.
E é precisamente por isso que o ignorante tem a coragem que falta ao sábio.
Deus nos livre do ignorante….”

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com