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Acorda Brasil! (2)

Examinando meus arquivos encontrei, em outubro do ano de 2004, um comentário aqui publicado sobre os resultados eleitorais de então, quando os comentaristas políticos, em sua quase unanimidade, apontavam um crescimento de dois partidos o PT e o PSDB, remetendo a um plano inferior as demais siglas.
Outro aspecto apontado era o fato de que os “vermelhinhos” perdiam volume eleitoral junto à classe média, nas principais capitais de estado e, também, em cidades de maior densidade populacional.
Qual seria a causa de tal deslocamento? Porque seria, exatamente na classe média, fonte expressiva de votos petistas, que a vontade de mudanças iria, exatamente agora, já no segundo ano do governo messiânico, manifestar-se de forma tão significativa?
Não seria, por certo, causado pela carga tributária, muito menos pelos pífios resultados do “Primeiro emprego”, menos ainda pela farta distribuição de óbolos através o “Bolsa família” e seus penduricalhos tipo “auxilio gás”, “bolsa escola”, etc.
Talvez fosse o resultado de “batida” policial em uma “rinha de galo” para, sob os holofotes da mídia, prender o “marqueteiro-chefe” do partido.
Também não estaria aqui a inspiração da vontade de mudar, pois a sociedade brasileira pratica uma complacência moral com o que podemos chamar de “pecados veniais”, ainda mais quando praticados pelos poderosos e seus seguidores.
Esta mesma complacência que se manifesta quando, com tranquilidade, se compram na rua produtos pirateados, se usa no computador software falsificado, ou se adquirem, no “camelódromo”, produtos contrabandeados.
Tal complacência está se impregnando na consciência dos brasileiros, inspirando uma perigosa leniência com atos ilegais com repercussões desastrosas no quotidiano dos cidadãos que passam a preocupar-se somente com a “lei do Gerson”, ou seja, a tirar vantagem em tudo e contra todos, mesmo que o seu proveito pessoal represente um prejuízo para o seu próximo e até mesmo para a coletividade.
A mesma complacência é que permite o culto a personalidades que se destacam pelo “mau caráter”, pela “malandragem”, pela “esperteza”, dando-se lhes a maior divulgação pela mídia.
Estão aí os Maluf, os Garotinhos, os Collor, os Zé Dirceu, o Presidiário, Pezão, Sérgio Cabral e outros.
A sociedade assim impregnada tende, a cada vez mais, ampliar a sua tolerância moral o que acaba por repercutir em todos os seus segmentos e institutos, tais como a família, a religião, os costumes e o que é pior, na sua consciência.
Talvez tal comprometimento já se tenha feito notar até no funcionamento das instituições do Estado haja visto o comportamento dos políticos nelas investidos buscando vantagens para apoiar, simpatias pelo seu voto e até mesmo suas decisões.
Acorda Brasil!

alvarobrand
Bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.
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