Home Colunistas Memórias & Fatos Penha; relicário do divino

Penha; relicário do divino

Um importante resgate histórico sobre a Festa do Divino, na Penha, deu motivo para o novo livro de Maria do Carmo Ramos Krieger. A Coroa e o Cetro entronizados na Igreja matriz de Nossa Senhora da Penha, por volta de 1836, deram início às festividades em honra ao Divino Espírito Santo com um ritual exclusivo de base nos costumes açorianos. Maria do Carmo é natural de Brusque, porém reside na Penha, sua terra de adoção desde o ano 2002. Como ela diz, ‘Penha é um lugar de muitos verões que serviu de inspiração para muitas histórias’. Já nos anos 80 ela descobriu o som dos batuques da Festa de Nossa Senhora do Rosário ou Natal dos Pretos – descrito no seu livro homônimo. Depois se encantou com a religiosidade do povo que segue as bandeiras do Divino há mais de 180 anos. Além de ter escrito dezenas de artigos a respeito, acaba de lançar este belo trabalho: o livro PENHA – RELICÁRIO DO DIVINO, onde descreve todo o ritual da festa que tem um ano de preparação para cada Imperador. Desde o princípio foi elaborada uma lista com 12 nomes e feito sorteio de um para fazer a festa a cada ano. O sorteado nomeia outro para o seu lugar que passa a concorrer já para o ano seguinte. No começo o Imperador convidava um Trinchante e 12 empregados sendo quatro de Vara quatro de vela e quatro de bandeira. Atualmente este número passa de mil. A Festa do Divino Espírito Santo é, portanto, a maior entre as demais celebradas em Santa Catarina. São mais de cinco mil refeições servidas ao público pelo imperador no dia da Festa. Com prefácio da jornalista e escritora Jane Cardozo da Silveira, o livro PENHA – RELICÁRIO DO DIVIVO é ilustrado a cores e tem 169 páginas. Traz o selo da Editora OFICINA com a requintada diagramação do jornalista e editor Luiz Garcia. Para melhor situar, a autora é irmã de Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger – Arcebispo Primaz do Brasil – Salvador – Bahia.

Memórias & Fatos
Cláudio Bersi de Souza é um escritor, romancista, historiador e cronista brasileiro. Considerado o mais prolífico autor de Penha, Bersi começou a publicar nos anos 1980, após uma carreira como marinheiro em embarcações pesqueiras. Seu primeiro livro foi lançado em 1984, "Um beijo na Tempestade". A esses se seguiram "Uma Luz na Solidão" (1988), "Muralhas de Água" (1992), "Penha: A história para Todos" (1995), "Pirajá" (1999) e "Piçarras de Todos os Tempos" (2000).
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