DIARINHO 39 ANOS

Fundado por Dalmo Vieira, o primeiro número circulou no dia 12 de janeiro de 1979. Nasceu como Diário do Litoral, mas pelo seu tamanho tablóide logo ganhou o epíteto de DIARINHO, mantendo-se firme em suas edições impressas e apontado como um dos jornais mais lidos do sul do país.
Polêmico, porém autêntico em suas matérias, não economizava vocábulos para criticar quem não cumpria corretamente os seus deveres. Tornou-se a voz do povo que não tinha como desabafar os seus dissabores. Venceu todas as pressões e caiu no gosto do público que lamentou a partida de Dalmo, mas não deixou de curtir o seu amado DIARINHO. Lembro muito bem quando ele comentou que iria deixar todas as suas atividades para se dedicar ao jornal que pretendia fundar. Advogado bem conceituado e também um dos pioneiros na rede hoteleira de Penha, Dalmo Vieira curtia sua casa de praia no Canto do Cascalho, em Armação, onde adquirira uma vasta área à beira-mar, dedicando parte do seu tempo para o seu barco de passeio – a inesquecível ‘Aparecida’. Apaixonado por Itajaí, onde residia, planejava o melhor para a sua cidade.
Seu pai, Galdino Vieira, um dos primeiros taxistas da região, quando aposentado mudou-se com a esposa para Armação.
O jornal começou a circular e foi ganhando repercussão. A telefonia acabava de chegar ao município de Penha e Dalmo me repassou duas linhas que ainda não estavam instaladas. Eu escrevia para outros jornais e ele me pôs à disposição uma coluna no seu jornal. Na época os artigos iam datilografados, depois gravados em disquetes, e finalmente por e-mail… Não tenho a data de quando passei a escrever para o DIARINHO, mas sei que em 1994 eu já noticiei a morte do Padre Cláudio Cadorin, então Pároco de Penha que falecera quando estava em missão religiosa em Jacobina, interior do estado da Bahia. De modo que sou um dos mais antigos colaboradores deste indispensável informativo da imprensa catarinense. Quis o destino que Dalmo Vieira findasse seus dias em Barcelona, na Espanha, no dia 22 de março de 2004.

Memórias & Fatos
Cláudio Bersi de Souza é um escritor, romancista, historiador e cronista brasileiro. Considerado o mais prolífico autor de Penha, Bersi começou a publicar nos anos 1980, após uma carreira como marinheiro em embarcações pesqueiras. Seu primeiro livro foi lançado em 1984, "Um beijo na Tempestade". A esses se seguiram "Uma Luz na Solidão" (1988), "Muralhas de Água" (1992), "Penha: A história para Todos" (1995), "Pirajá" (1999) e "Piçarras de Todos os Tempos" (2000).
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