Home Colunistas Memórias & Fatos De repente o César partiu

De repente o César partiu

Eram 12 os filhos de dona Clara e Olíndio Rodolfo de Souza. Uma grande família que marcou época em Escalvadinho, comunidade do interior de Itajaí, na estrada de Luís Alves, hoje município de Navegantes. O patriarca, conhecido como Olíndio Souza, foi comerciante e líder político na região, chegando a ser Vereador à Câmara Municipal de Itajaí, tendo assumido temporariamente o governo do município na administração de Irineu Bornhausen. O filho primogênito Ari Fernandes de Souza também foi vereador em Itajaí, na gestão em que foi votada a emancipação de Penha, em 1958. Com o tempo a família deixou Escalvadinho e fixou residência, a maioria, em Itajaí. Ali o filho Frederico Olíndio de Souza foi eleito prefeito do município para a gestão de 31/1/1973 a 31/1/1977. O casal Olíndio e dona Ângela optou por Armação, na Penha, como também os filhos Milton e Júlio César. Milton, casado com Juventina Alves, estabeleceu-se no ramo de Secos e Molhados e César com loja de tecidos e confecções. Em Armação, César casou com Odete Pinto, com que teve quatro filhos e uma filha. Integrado à vida social e política da cidade, desempenhou cargos públicos e foi candidato a prefeito. Companheiro das rodas de dominó, frequentou por muitos anos o clube dos amigos no Bar do Dedé e depois do popular João Meladinha.
Meu colega contemporâneo e também companheiro nos almoços no sítio do Tio Duda, na Ilhota. Literalmente, Tio Duda era seu tio – irmão de seu pai. Com a esposa Odete, diariamente faziam caminhadas que se estendiam até à praia do Trapiche. De repente o conhecido casal deixou de passear e soube-se que César estava doente. Logo o seu mal agravou-se e ele não resistiu. Hospitalizado, ali findou os seus dias. Dos 12 filhos do saudoso casal dona Clara e Olíndio Souza, sete já não estão mais em nosso meio. Poucos dias depois do César, vem a notícia da sua irmã Nelinha que não resistiu. A nós seus parentes e amigos, um adeus com ternas saudades.

Memórias & Fatos
Cláudio Bersi de Souza é um escritor, romancista, historiador e cronista brasileiro. Considerado o mais prolífico autor de Penha, Bersi começou a publicar nos anos 1980, após uma carreira como marinheiro em embarcações pesqueiras. Seu primeiro livro foi lançado em 1984, "Um beijo na Tempestade". A esses se seguiram "Uma Luz na Solidão" (1988), "Muralhas de Água" (1992), "Penha: A história para Todos" (1995), "Pirajá" (1999) e "Piçarras de Todos os Tempos" (2000).
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