Home Colunistas Memórias & Fatos 2º centenário de Itajaí

2º centenário de Itajaí

Falta pouco para 2020 e já em 5 de fevereiro faz 200 anos que o Conde Tomás Antônio de Vilanova Portugal assinou a provisão designando Antônio Menezes de Vasconcelos Drummond para fundar uma colônia próximo à foz do Rio Itajaí-Açu. É o momento para comemorar o 2º Centenário de Itajaí, tomando por base a chegada de Drummond. Em 1920, o então prefeito Marcos Konder reuniu documentos e fez o possível para oficializar a data de fundação comemorando o 1º Centenário. Chegou a escrever o livro ‘A Pequena Pátria’. Mas se deparou com objeções e controvérsias, ficando Itajaí sem fundador, continuando a comemoração pela emancipação política em 15 de junho de 1860. O historiador José Ferreira da Silva apontara Agostinho Alves Ramos como fundador. Agora 100 anos depois, com muitos outros argumentos e reiterando o que já foi escrito, surge o livro ‘2020 ITAJAÍ 200 ANOS’ enfatizando que apesar de ter permanecido pouco tempo, o diplomata Antônio Menezes de Vasconcelos Drummond deixou sua marca na fundação de Itajaí. A história comprova que ele foi o primeiro a chegar fixando suas bases a beira do Rio Itajaí Mirim, na região que passou a ser chamada Itaipava.
Nota: O livro de Auguste de Saint-Hilaire ‘Viagem a Província de Santa Catarina’, em sua edição original, com tradução de Carlos da Costa Pereira, traz num asterisco que Saint-Hilaire ao avistar-se com o governador da Província de Santa Catarina João Vieira Tovar e Albuquerque, conheceu o jovem diplomata que tinha a missão de ordem imperial para fundar uma colônia naquela região. Tratava-se de Antônio Menezes de Vasconcelos Drummond. Isso prova que Drummond foi o primeiro a chegar oficialmente na outra margem do Rio Itajaí-Açu oposta a Navegantes que já era regularmente habitada. Tudo o que precisava para começar as atividades fora providenciado pelo próprio governador da província. O que partia do Desterro era encaminhado por via marítima. Por isso o livro ‘2020 ITAJAÍ 200 ANOS’ começa de forma romanceada para dar registro a uma linda história que começa em 1820 com um fundador e um colonizador: Antônio Menezes de Vasconcelos Drummond e Agostinho Alves Ramos.

Memórias & Fatos
Cláudio Bersi de Souza é um escritor, romancista, historiador e cronista brasileiro. Considerado o mais prolífico autor de Penha, Bersi começou a publicar nos anos 1980, após uma carreira como marinheiro em embarcações pesqueiras. Seu primeiro livro foi lançado em 1984, "Um beijo na Tempestade". A esses se seguiram "Uma Luz na Solidão" (1988), "Muralhas de Água" (1992), "Penha: A história para Todos" (1995), "Pirajá" (1999) e "Piçarras de Todos os Tempos" (2000).
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