Home Colunistas Memórias & Fatos 2020 – o ano de Itajaí

2020 – o ano de Itajaí

Desde quando entrei na escola, em 1943, aprendi que Itajaí tem sua data de fundação em 1820 com o seu fundador Antônio Menezes de Vasconcelos Drummond. Portanto, neste ano de 2020, completa exatamente 200 anos. Basta somente que as autoridades municipais oficializem esta data. Em 1920, o então prefeito Marcos Konder chegou a comemorar o seu 1º Centenário de fundação, mas não obteve o apoio necessário para marcar de fato, ficando a cidade sem fundador, prevalecendo o dia da emancipação política – 15 de junho de 1960. Para enfatizar, em 2016 editei o livro 2020 ITAJAÍ 200 ANOS – dando tempo suficiente para que as autoridades se conscientizassem e preparassem a festa de comemoração do 2º Centenário da cidade. Mais de mil livros foram distribuídos, inclusive na Câmara Municipal. Vários autores escreveram sobre Itajaí, além de uma dezena, e todos citam Drummond como o primeiro a chegar ali oficialmente, logo substituído por Agostinho Alves Ramos, o principal colonizador. O documento que designa Drummond a fundar uma colônia junto à foz do rio Itajaí-Açu foi assinado por Tomás da Villanova Portugal em 5 de fevereiro de 1820. Acho que dispensa outras comprovações. A hora é agora. Basta que o prefeito Volnei Morastoni e a Câmara Municipal decidam pelo 2º Centenário de Itajaí pela fundação. Quanto a data pode até ser estabelecida junto com a da emancipação. Meu intuito é apenas lembrar que oportunidade como esta só vem a cada 100 anos. Se deixar passar sem comemorar, Itajaí vai continuar sem fundador, perdendo 40 anos de sua rica história. Basta uma sessão da Câmara para que tudo se resolva. É nesses 40 anos de história que se conta 30 anos da administração Agostinho Alves Ramos. Coloco à disposição ainda algumas centenas do livro 2020 ITAJAÍ 200 ANOS, se for preciso para mais divulgação. Conclamo aos confrades historiadores, de modo especial a Magru Floriano, Edison d’Ávila, Isaque Borba, Adilson Amaral e outros para convencerem as autoridades municipais a lembrar que o ano de 2020 é realmente o ano de Itajaí…

Memórias & Fatos
Cláudio Bersi de Souza é um escritor, romancista, historiador e cronista brasileiro. Considerado o mais prolífico autor de Penha, Bersi começou a publicar nos anos 1980, após uma carreira como marinheiro em embarcações pesqueiras. Seu primeiro livro foi lançado em 1984, "Um beijo na Tempestade". A esses se seguiram "Uma Luz na Solidão" (1988), "Muralhas de Água" (1992), "Penha: A história para Todos" (1995), "Pirajá" (1999) e "Piçarras de Todos os Tempos" (2000).
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