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Histórias existem para serem contadas – parte 2

Da esquerda para à direita: Pereira, Renato Mannes, Emerson, Eládio Cardoso e Ernani Fabeni

Iniciei nas lides jornalísticas em 1979 como repórter do Jornal de Itajaí, que tinha como editor o papa do jornalismo moderno na cidade, o saudoso Renato Mannes de Freitas, um craque na arte de redigir notícias. Sua formação, bastante esmerada, não se deu nos bancos da faculdade, e sim na prática cotidiana da reportagem em Curitiba, na Sede Sul dos Diários Associados, de propriedade do lendário Assis Chateaubriand, o Chatô, jornalista, empresário, colecionador, mecenas, advogado, político e diplomata.
O império de Chateaubriand teve início em meados dos anos 1920 e, no seu auge, os Diários Associados reuniam, em todo o Brasil, 36 jornais, 18 revistas, 36 rádios e 18 emissoras de televisão, além de bater recordes de tiragem com a consagrada revista O Cruzeiro. Assis Chateaubriand construiu o maior conglomerado de mídia que o país já viu. Com a morte de Chateaubriand em 1968, as empresas entraram em decadência, culminando com o fechamento da TV Tupi, em 1980.
Era um jornalismo moderno, ousado e de qualidade, que privilegiava a reportagem investigativa. E foi com esta bagagem que Renato Mannes de Freitas retornou a Itajaí para dirigir o jornal A Nação, também de propriedade do grande magnata das comunicações. De meados da década de 70 em diante não foram poucos os profissionais que tiveram o privilégio de compartilhar dos conhecimentos trazidos por Renato Mannes. Entre eles este que vos escreve.
Um ano permaneci no Jornal de Itajaí. Em 1980 fui contratado como repórter do jornal A Notícia, um dos maiores veículos de comunicação impressa de SC, com sede em Joinville. Nos anos seguintes atuei também como repórter no Jornal de Santa Catarina, O Estado e Diário Catarinense.
No Jornal de Santa Catarina ganhei o Prêmio Esso de Jornalismo, em 1983, pela cobertura da enchente que assolou Itajaí e dezenas de outros municípios. Criei em 1983 a Assessoria de Imprensa da Fepevi (hoje Univali).
Em 1989, com a transformação pelo MEC da Fepevi (Fundação de Ensino do Pólo Geo-educacional do Vale do Itajaí) em Univali (Universidade do Vale do Itajaí) iniciava um período de forte expansão, com a criação de vários campi em diversas regiões ao longo do litoral catarinense. Foi quando tive que deixar a atividade de repórter jornalístico para dedicar-me exclusivamente à direção da Assessoria de Imprensa da Universidade, onde permaneci 18 anos.
Com a mudança de reitor em 2002, passei a estruturar as ‘filiais’ da Assessoria de Imprensa nos vários campi da Instituição. Em 2004 assumi como editor de jornalismo da Rádio Educativa Univali FM (94,9), onde permaneci até 2014. A partir daí passei a dedicar-me à consultoria em comunicação, atividade em que permaneço até os dias atuais. E vamos em frente em busca de novas histórias, pois a vida não espera.

Memórias de um papa siri
Emerson Ghislandi é jornalista, estudou e trabalhou na Universidade do Vale do Itajaí.
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