PT discute Dirceu

“Exemplo claro de cleptocracia”
Ministro Gilmar Mendes (STF) usando a expressão que significa “governo de ladrões”

A cúpula do PT continua atônita com relatos de Curitiba sobre supostas pressões psicológicas, de investigadores da Lava Jato, para levar José Dirceu a negociar redução de pena por meio de delação. Até familiares que o visitam estariam sendo usados na pressão. O PT discute como abordá-lo na prisão. Caso isso seja inútil, pretende expulsar o ex-ministro, como forma de desqualificá-lo como testemunha-bomba.

Guru petista
Após Lula, Zé Dirceu é o político mais influente no PT e no governo Dilma. Mesmo preso, recebeu mais de R$ 34 milhões em propinas.

Língua temida
O medo do PT é o mesmo de Lula: para a cúpula petista, Dirceu seria um dos poucos cuja delação pode “meter o ex-presidente na cadeia”.

Um bom motivo
Aos 69 anos, Dirceu anda deprimido. Ele diz que estar junto da filha de seis anos, seu xodó, é seu derradeiro projeto de vida.

Cana dura
Um mês apos sua prisão, José Dirceu e outras 16 pessoas foram denunciadas por corrupção, lavagem e organização criminosa.

Temer segue a cartilha de Itamar
Várias são as semelhanças que aproximam o destino do vice-presidente Michel Temer ao de Itamar Franco, alçado à presidência após o impeachment de Fernando Collor. Como Itamar, Temer convidou os políticos à “união nacional”, em meio ao caos na economia. O PSDB também repete o comportamento que teve à época, tentando influenciar na costura da transição entre os governos.

Colhendo os louros
Com apoio a Itamar, o PSDB emplacou Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Fazenda e, posteriormente, o elegeu presidente.

FHC 2.0
A expectativa no PSDB é fazer do senador José Serra (PSDB-SP) o “FHC de Temer”. Primeiro a Fazenda e depois, quem sabe, o Planalto.

PODER SEM PUDOR
Cunhado de qualidade
O ex-governador de Alagoas Guilherme Palmeira, ministro do Tribunal de Contas da União, conversava com o deputado Nelson Costa, que entrou para o folclore político ao pedir, como souvenir, a guimba do cigarro que o general João Figueiredo acabara de fumar, durante uma audiência.
– Sinceramente, não sei o que seria de mim sem o meu cunhado – disse Costa a Palmeira – Ele me ajuda muito.
– Desculpe, amigo, mas que cunhado?
– Aquele ali, pendurado no crucifixo.
Era como ele se referia a Jesus Cristo, orgulhoso da irmã, que, freira, casou-se com o filho de Deus.

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