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Construtores apresentam projeto de ocupação

Estão previstas 50 casas, oito baias geminadas, um complexo habitacional que pode virar um hotel, trilhas, passarelas e mirantes

Os empreendedores Paysage Imóveis Diferenciados e o grupo JMalucelli reuniram a imprensa, na manhã de ontem, no hotel Plaza, em Itapema, pra apresentar o prospecto do empreendimento para a praia Grossa. Se eles vão construir ou não, isso é outra história. Tudo depende da aprovação do processo de licenciamento junto à fundação Ambiental Área Costeira (Faaci) ou da aprovação do projeto de lei de iniciativa popular, que quer transformar a praia em monumento natural e está tramitando na casa do povo. A ideia dos construtores, além de erguer casas e um hotel, é transformar a city em um polo de ecoturismo, já que a promessa é preservar mais de 300 mil metros quadrados e criar trilhas, passarelas e mirantes.
O projeto foi apresentado pelo coordenador do projeto Turístico Habitacional, o advogado Edson Deos, o geógrafo Alexandre Felix, da Ambiens Consultoria Ambiental, e o arquiteto que assinou o projeto, André Schmitt, da empresa Desenho Alternativo. Os caras têm interesse em construir 50 casas, divididas em dois núcleos, mais oito casas germinadas e um complexo turístico ambiental que poderá se tornar um hotel. “Um projeto inovador, totalmente voltado à natureza”, garante Edson, dizendo que a população estimada pra essas construções é de 896 pessoas. O empreendimento está avaliado em R$ 150 milhões.
De toda a área do terreno dividido em sete matrículas, que é de 468.978 metros quadrados, os empreendedores pretendem reservar mais de 300 mil metros quadrados, algo em torno de 62% para área preservada, envolvendo uma reserva particular do patrimônio natural (Rppn). No projeto, está prevista a implantação de infraestrutura pra explorar o turismo sustentável. Também está previsto um mirante pra ponta do Cabeço, trilhas ecológicas, centros de visitantes, restaurantes e estacionamentos reservados à comunidade. O acesso estará livre pra quem quiser frequentar a praia.

Projeto polêmico
O projeto de construção do empreendimento na praia Grossa é polêmico, pois o local é um verdadeiro paraíso verde e o Ministério Público, em um estudo recente, descobriu espécies de bichos e plantas ameaçados de extinção, como o passarinho maria-da-restinga, uma nova espécie de peixe, o palmito juçara e a cutia.
Por conta da descoberta, a vegetação nativa não poderia ser cortada. Mas nem isso parece ser empecilho pro geógrafo ambientalista Alexandre Felix, que defende o interesse dos construtores. Ele garante que não haverá problema, pois as Rppns seriam criadas pra preservar os espécimes. O projeto está em análise pela Faaci e ainda não se sabe quando e se a licença vai sair.

Ambientalistas querem preservação da praia
Enquanto os empreendedores aguardam ansiosamente pelas licenças pra poder construir, o projeto de lei de iniciativa popular, que quer preservar a praia Grossa, através da criação de um monumento natural, tá tramitando na casa do povo. Ele foi protocolado no começo de agosto e passou mais de um mês na comissão de Legislação, Justiça e Redação Final. Há poucos dias, finalmente chegou às mãos do presidente da comissão de Meio Ambiente, o vereador Mouzatt Barreto (DEM).
Atitude democrática
Os construtores acham digno o movimento popular que propôs a lei, mas falam que pra criar um monumento natural teriam que passar os terrenos pra prefa e a indenização pra desapropriar a área vai gerar o mó gasto pros cofres do município. O advogado voluntário autor da lei, Rafael Baumgartner, preferiu não comentar o assunto por desconhecer o projeto.

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