Home Colunistas Coluna Roberto Azevedo Os disparates que cercam uma peça de ficção

Os disparates que cercam uma peça de ficção

Os disparates que cercam uma peça de ficção

Roberto Azevedo

O orçamento da União, assim como o dos estados e municípios, é, na sua essência, uma peça de ficção, pois projeta valores que só seriam alcançados com incrementos improváveis de arrecadação, notadamente na configuração federal, menos realista do que planejado pelos demais entes federados.
Quando o ministro Paulo Guedes (Economia) propõe à Comissão Mista de Orçamento de que a ideia de um Pacto Federativo passa por passar ao Congresso o controle da peça anual, justamente para desindexar, desvincular e desobrigar os valores, admite, nas entrelinhas, que estamos em uma nave à deriva, o que não é de hoje nem deste governo, obrigado a contingenciar.

O maior problema
O centro de todo o absurdo que cerca o Orçamento da União é o de que as despesas obrigatórias (salários com o servidores, pagamento de aposentadorias e pensões, mais saúde, educação, segurança pública e assistência social) equivalem a 94% do seu valor, ou seja, sobram tão somente 6% para investimentos, poucos mais de R$ 19 bilhões, o mais baixo patamar da história do país. Se este dado já não fosse suficiente para indignar, saiba que salários do funcionalismo federal e gastos com a Previdência Social (regimes próprios e regime geral, o do INSS) correspondem, respectivamente a 23% e 46% deste total, não sendo necessário ser um matemático ou economista para saber que as reformas são mais do que necessárias, tornaram-se a salvação de um paciente muito doente e nós moramos dentro dele.

Daí!
Em Santa Catarina, a PEC contra o calote das emendas impositivas, dos deputados, das bancadas e dos blocos parlamentares, que tramita na Assembleia, deve levar em consideração o tamanho do custeio do governo do Estado. Porque deste ângulo da administração pública não há como fugir.

Preocupação
O presidente Jair Bolsonaro deve rever toda a agenda de viagens nos próximos dias, ainda em função da recuperação da última cirurgia. Isso significa que a vinda à abertura da Oktoberfest, em Blumenau, dia 9 do mês que vem, até o momento confirmada, pode entrar na lista de avaliações pela distância de Brasília.

“TAMO JUNTO” PELA SAÚDE
O deputado estadual Valdir Cobalchini (MDB) deu um grande abraço no ex-colega de Assembleia Darci de Matos (PSD), hoje deputado federal, durante a passagem por Brasília. Na linha “tamo junto”, Darci cumprimentou e apoiou Cobalchini pela preocupação do parlamentar com o corte de 40% nos repasses à saúde do Estado pelo governo federal. Nas redes sociais, Cobalchini propôs uma grande mobilização na Assembleia e na bancada federal catarinense no Congresso para buscar a reversão do quadro e alertou: “Mesmo quando vem tudo já não é suficiente!”

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com