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O MDB quer manter o patrimônio eleitoral

O MDB quer manter o patrimônio eleitoral

Roberto Azevedo

Dono de 1,169 milhão de votos na eleição municipal de 2016, o maior partido do Estado, o MDB, abraça o desafio de manter este patrimônio eleitoral, que elegeu 101 prefeitos, 74 vices e 847 vereadores.
O presidente estadual, deputado federal Celso Maldaner, tem deixado de lado até um problema de ligamentos em um dos joelhos para percorrer o Estado, como fez, na sexta passada (30), em Fraiburgo, onde reuniu 35 dos 36 coordenadores e presidentes regionais – somente Blumenau esteve ausente -, e, no sábado (31), já estava em Trombudo Central, no Alto Vale do Itajaí, em evento macrorregional dos segmentos de mulheres e jovens.
Muito além de buscar o voto, Celso, acompanhado de deputados estaduais e federais, avisa que a meta será eleger 1 mil vereadores, mobilização tradicional do exército que, automaticamente, garante votos para os que buscam chegar às prefeituras.

A imagem incomoda
Na mesma intensidade com que estimula o partido para ir às ruas, Celso Maldaner aposta que, em 6 de outubro, quando deve ocorrer a convenção nacional do MDB, o maior problema atual da sigla, o de imagem em relação às denúncias de corrupção, estará resolvido.Lembra que a senadora Simone Tebet (MS), atual presidente da Comissão de Constituição, a mesma que analisa a Reforma da Previdência, tem corrido o país em busca de apoio para derrubar o atual comando, marcado por múltiplas acusações, que não atingem os emedebistas catarinenses.

O símbolo
Uma das visitas de Simone Tebet foi ao ex-senador Pedro Simon, do Rio Grande do Sul, que, aos 90 anos, sem mandato, consegue segurar o título de “Reserva Moral” da política brasileira. Simon é um dos defensores da defenestração de Romero Jucá, atual presidente em exercício do partido, e de toda a corriola manchada e com mau cheiro.

Ele disse
Em recente entrevista à IstoÉ Dinheiro, Simon chegou a afirmar que o MDB deve fazer uma “profunda reflexão”, pois, considera, se assim continuar, “corre o risco de desaparecer”. A preocupação dele também segue em direção ao presidente Jari Bolsonaro, e, embora elogie a aprovação da Reforma da Previdência, ataca: “Bolsonaro tem uma incontinência verbal que desconfio ser um problema psicológico”.

O ausente
Se alguém tem dúvida que o senador Dário Berger está cada vez mais longe do MDB, avalie pela ausência dele de todos os eventos relevantes da sigla, com os do último fim semana. Não aparece, não dá explicações, alimenta as especulações de que está a caminho do PSDB e só é citado, eventualmente, por aqueles que defendiam a eleição dele à presidência da sigla e hoje elogiam o empenho de Celso Maldaner.

A vez dela
Enquanto se digladia contra a ideia de criação de um imposto similar à CPMF, pois defende que o momento do governo federal é de “trabalhar para reduzir esse manicômio burocrático através de uma reforma tributária”, o senador Jorginho Mello (PL) admite que abrirá espaço para sua 1ª suplente. Dona Ivete Appel da Silveira (MDB), histórica do partido e mulher do ex-governador e senador Luiz Henrique, deve assumir a cadeira, no ano que vem, provavelmente durante a eleição, enquanto Jorginho corre o Estado para eleger prefeitos e vereadores.

Quase carbonizada
Quem corre o Estado percebe que a imagem da vice-governadora Daniela Reinehr (PSL) não está arranhada apenas por conta da revelação dos gastos com a residência oficial, em Florianópolis, próximos dos R$ 300 mil nos primeiros seis meses do ano. Desde a primeira reunião com deputados estaduais, a postura de Daniela não agradou, inclusive às parlamentares, sem contar os inúmeros relatos de aparente arrogância e prepotência nas visitas aos municípios ou na participação de eventos pelo Estado afora, com direito a exageros da segurança que a cerca. Ela perde a oportunidade de engrandecer mais o cargo e de fazer valer o ineditismo de ser a primeira mulher a ocupar a função, pois não pode ser torrada com a história da residência no Bairro Itaguaçú, já que não foi a única a ocupá-la.

O resultado
De tanto correr atrás e fazer apelos, Simon acabou por aceitar o convite de Simone Tebet para concorrer à presidência da sigla. O acordo, sacramentado nesta segunda (2), em Porto Alegre, tem o apoio dos três diretórios do sul do país e do ministro Osmar Terra (Cidadnia), que é deputado federal. O adversário deles deve ser o deputado federal Baleia Rossi, de São Paulo, líder do a Câmara.

MOISÉS ENTRA EM CAMPO
O governador Carlos Moisés entrou, de fato, naquele projeto do PSL de ter candidato nas 30 principais cidades do Estado. Quando passou pela Amurel, uma de suas bases eleitorais, onde atuou durante anos no Corpo de Bombeiros Militar, Moisés não se limitou a visitar o Porto de Imbituba e participar da reinauguração da Casa de Anita Garibaldi, em Laguna. Encontrou-se com o empresário Luciano Menezes, o Luciano da Ford, pré-candidato a Prefeito de Tubarão, e o advogado Fabrício Faustina. O governador confirmou, ainda este mês, um evento do PSL tubaronense, algo que se repetirá nos maiores colégios eleitorais do Estado.

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