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O impasse entre praças e o governo

O ano eleitoral e a Reforma da Previdência em tramitação na Assembleia são o pano de fundo dos sucessivos contratempos na negociação entre a Associação que representa os policias militares e bombeiros militares e o governo do Estado.
Ao sair da segunda reunião com a entidade, no início da noite de segunda (2), o próprio secretário Jorge Eduardo Tasca (Administração) se dizia surpreso pela apresentação de oito itens à pauta, que estavam incluídos na contraproposta dos praças, que pede 22% de reajuste, a diminuição do tempo para pagamento da reposição e a reestruturação do plano de carreira.
A legítima reclamação de que há mais de seis anos os policiais e bombeiros militares acumulam perdas em torno de 41% esbarra, agora, na utilização do episódio para firmar a imagem de descontentamento com o governador Carlos Moisés, como se isso valesse algum prêmio ou ajudasse na caminhada rumo a outubro, sinal de que há uma mistura de interesses.

ENCONTRO MAIS DO QUE INSTITUCIONAL
O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Roesler (à direita), foi o convidado da Associação Empresarial de Joinville, a poderosa Acij, com direito a um forte abraço do presidente da entidade, João Martinelli. Roesler fez um relato de várias atividades do Judiciário Estadual e anunciou para 2021, um novo prédio do Fórum na cidade mais populosa de Santa Catarina. A integração com as comunidades e os esclarecimentos são bem-vindos e a magistratura está mais aberta para receber sugestões e até cobranças das comunidades de todo o Estado.

Em números
O Estado tem um déficit R$ 1,4 bilhões – já foram R$ 5,2 bilhões no início da atual administração – e faz as contas para atender aos militares com o aceno ainda de criar um grupo de trabalho para debater o plano de carreira, uma das principais reivindicações dos praças. Mas o secretário Tasca admite que agora chegou-se ao limite, com variações salariais que dão entre 15% a 19% dependendo da posição na carreira ao praça, criou uma quinta parcela, puxada de setembro de 2022 para setembro de 2021, e que, considera a incorporação da gratificação Iresa nos cálculos revelam valores muitos maiores, uma média de 43%.

Uma grandeza
Os praças, que marcaram uma nova assembleia para analisar a contraproposta do governo, representam mais de 20 mil servidores públicos, contingente que só perde para o número de integrantes do magistério estadual. Coincidentemente, os professores também estão em campanha salarial, reclamam da Reforma da Previdência e o Estado ainda conversa com os servidores da saúde.

Evidente
Quando o assunto é paroquial, fica fácil saber de quem são as digitais em algumas pendengas, a última envolve dois parlamentares com base em Jaraguá do Sul. É o caso da cobrança reforçada de que o deputado federal Carlos Chiodini (MDB) ainda não devolveu os R$ 43 mil de uma cirurgia bariátrica de emergência, ressarcidos pela Câmara dos Deputados, provocação que aponta para o gabinete do também deputado federal Fabio Schiochet, presidente estadual do PSL.

Pois é
Chiodini, é bem verdade, demorou para se manifestar sobre o assunto, ocorrido em 2019, depois de um ultimato médico, e abriu o flanco para o colega de Câmara, a quem interessa criar uma imagem negativa do oponente. Mas como nada fica sem resposta no mundo político, a turma que se contrapõe a Schiochet lembra que o parlamentar é um dos campeões de gastos na Câmara, entre os 15 deputados da bancada catarinense, e não devolveu o auxílio-mudança do começo do mandato, o que o Chiodini já fez.

E tem mais
Outro fator que levou aos disparos contra Chiodini teria vindo direto da Casa Civil do governo do Estado. A mãe do secretário Douglas Borba, que é secretário-geral do PSL, foi exonerada da prefeitura de Jaraguá do Sul, administrada pelo MDB, por disseminar notícias falsas, as fake news, contra o prefeito Antídio Lunelli.

Mudança
A recuperação dos problemas de saúde da advogada Schirlei Azevedo levaram o também advogado Murilo Silva a assumir a presidência do PT de Florianópolis. Um dos assuntos que não poderiam esperar é o acordo com a Frente Popular de que os pré-candidatos à prefeitura devem ser definidos no fim deste deste mês, enquanto que a apresentação de nomes devem ser encaminhados à executiva petista até o dia 6, próxima sexta-feira.

Critérios
Neste momento, apenas o vereador Lino Peres lançou a pré-candidatura pelo PT. Quem quiser participar da indicação tem que apresentar assinaturas de no mínimo 10% do número de filiados ou filiadas, que participaram do último Processo de Eleição Direta, caso contrário a executiva nem analisará o pedido, que, em caso de mais de um nome, levará a um acordo ou a uma prévia

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