Home Colunistas Coluna Roberto Azevedo O Fundo Eleitoral rende muita polêmica

O Fundo Eleitoral rende muita polêmica

O Fundo Eleitoral rende muita polêmica

Roberto Azevedo

Quando se abre uma brecha na legislação para aprovar o aumento do Fundo Eleitoral, de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,5 bilhões, embora o governo federal admita que errou e que o valor real seja de R$ 1,86 bilhão – de acordo com o orçamento enviado ao Congresso – a meta de chegar a um valor intermediário próximo aos R$ 3,7 bilhões pretendidos não é o maior problema na manobra.
O financiamento público de campanha é, em tese, o mais justo, nada que a perversa ação dos caciques das legendas possa alterar ao bel-prazer, como utilizar valores de 30% das emendas de bancadas para a composição do fundo, justamente as verbas que auxiliam estados e municípios.
O mais grave na flexibilização das regras, aprovada na Câmara, está na utilização de outro fundo, o Partidário, que agora poderá bancar o pagamento de advogados a políticos condenados, como o ex-presidente Lula (PT) ou o ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB) ou o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (MDB), ou quem está apenas sendo processado.

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
A deputada Marlene Fengler (PSD), que, na sessão desta quinta, exibia orgulhosa a Bíblia Sagrada que ganhou de presente do deputado Sérgio Motta (Republicanos), da Igreja Universal do Reino de Deus, anunciou novos cursos online, na modalidade a distância, da Escola do Legislativo. Marlene preside o braço de formação da Assembleia. São mais quatro cursos gratuitos em parceria com a Academia Judicial do Tribunal de Justiça, um deles Feminicídio e Questões de Gênero, que pretende promover a reflexão e a análise da violência contra as mulheres e o estudo dos mecanismos legais para o enfrentamento do problema. Os outros três novos cursos, que se somam aos 22 já disponíveis, são de Relações Interpessoais, Língua Portuguesa e de Introdução aos Tratados Internacionais de Direitos Humanos. Ficou interessado, acesse o site ead.escola.alesc.sc.gov.br .

Armação das grandes
O caso foi tão visceral que siglas historicamente antagônicas, como PT e PSDB, orientaram o voto a favor, enquanto o PSOL – nascido da costela do PT por conta da corrupção – e a maioria do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, votam contra a medida. O interesse paroquial nas próximas eleições e a possibilidade de garantir recursos para quem teve o nome manchado por mau uso do dinheiro público pesou na decisão e quem imaginava que aumentar o valor do Fundo Eleitoral era o maior problema foi atropelado por fatos nada republicanos.

Os catarinenses
Os deputados federais Hélio Costa (Republicanos, ex-PRB), Pedro Uczai (PT) e Darci de Matos e Ricardo Guidi, ambos do PSD, têm o argumento na ponta da liga para ter votado a favor do aumento do valor do fundo, a orientação partidária. Mas quando se aproxima a lupa no quarteto, vê-se que Darci é pré-candidato a prefeito em Joinville, Hélio tem o nome lembrado em Florianópolis, Uczai não deixa de ser alternativa em Chapecó (cidade que já governou), mais a situação que favorece Lula; e Guidi, que ainda não sabe qual será seu futuro, pois a cadeira é disputada no TSE por Ana Paula Lima (PT) e João Rodrigues (PSD), estaria livre para pensar.

Bolsonaro inovou
O presidente Jair Bolsonaro escolheu o novo procurador-geral da República fora da lista tríplice eleita pela Associação Nacional dos Procuradores. O professor e procurador Augusto Aras, que já fez críticas a excessos cometidos pela Operação Lava Jato, principalmente em relação às delações premiadas, será o substituto de Raquel Dodge, no momento em que ela enfrenta a repulsa de procuradores que pediram demissão da força-tarefa por não concordar com a decisão da chefe sobre a investigação de políticos que corre no STF.

Intacto
Do lamentável episódio que isolou o deputado estadual Jessé Lopes (PSL) na Assembleia, em função de críticas disparadas por um assessor nas redes sociais, que incluía todos os demais parlamentares no suposto toma lá dá cá com o governador do Estado, resta o desconforto.Junto ao eleitorado do dentista de Criciúma, que sempre o seguiu por ações nas mesmas redes, a imagem prossegue a mesma, de herói em meio a “vilões”, algo pouco salutar para quem tem mais de três anos de mandato pela frente e deverá enfrentar caras amarradas daqui em diante.

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