Home Colunistas Coluna Roberto Azevedo O desafio dos municípios está em não quebrar

O desafio dos municípios está em não quebrar

O desafio dos municípios está em não quebrar

Roberto Azevedo

Curiosamente, o Congresso de Prefeitos 2019, promovido pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam), irá começar nesta terça (24), mesma data da votação da Reforma da Previdência no Senado, sem que o tema esteja explicitamente em um dos objetivos do evento.
Um deles é o fortalecimento do municipalismo no Estado, enquanto timidamente, os prefeitos, assim como os governadores, descobriram que têm força neste debate, que ainda passará por uma PEC paralela para que possam ser incluídos na questão previdenciária, e mais ainda na Reforma Tributária e na rediscussão do Pacto Federativo.
Eternamente emparedados em regras ditadas pela União, os gestores das prefeituras sabem que não haverá o tão esperado progresso e diminuição das graves crises fiscal e financeira sem que eles sejam considerados ou ao menos sejam ouvidos.

DEU O QUE FALAR!
Visita oficial do governador Carlos Moisés da Silva a Blumenau, recheada com R$ 30 milhões de recursos e anúncios, de melhorias no Aeroporto Quero-Quero ao Hospital Municipal Santo Antônio, além de mais efetivo para a polícia Militar, virou alvo de críticas políticas. E Moisés nada tem a ver com a polêmica, estampada no convite da passagem dele pelo auditório da Associação Empresarial local, que trazia, em destaque, ser a presença uma articulação feita pelo deputado estadual Ricardo Alba, líder do a Assembleia, ex-vereador na cidade e pré-candidato à prefeitura. A Acib quebrou algumas regras com a divulgação e Alba, que também sai ileso na história, só ganhou a ira dos adversários políticos. De fato, não precisava a manifestação, pois, nas administrações ditas da velha política, a maior reclamação dos deputados era a de que eles não apareciam nas fotos oficiais do governo. Nesta, durante o ato no Aeroporto local, Moisés está entre Alba (esquerda) e o prefeito Mário Hildebrandt (ainda no PSB), pré-candidato à reeleição.

Um problema
O dilema de se governar uma cidade catarinense ou em qualquer outro ponto do país é o mesmo: deixar de ser um administrador de Recursos Humanos, preocupado em manter a folha de pagamento em equilíbrio e de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, pagar os aposentados e pensionistas, naquelas prefeituras em que há regime próprio para os servidores, e respirar no final de cada exercício fiscal. Promover investimentos, com obras e a melhoria das condições de saneamento e nas demais áreas prioritárias (saúde, educação, seguran ça e assistência social) só na base de financiamentos a juros duvidosos.

Duas em uma
Quando completar um ano de governo, Carlos Moisés da Silva utilizará as avaliações trimestrais dos diversos setores de sua administração para promover uma alteração no secretariado, algo, que ele admite, não está descartado. Já sobre eventuais reajustes salariais ao funcionalismo, Moisés descarta por completo: “Não há a mínima possibilidade”.

Repercussão
Um dos que nada gostaram da estratégia político-empresarial foi o deputado Ivan Naatz, de malas prontas para trocar o PV pelo PL, também eleito por Blumenau e região, que foi colega de Alba na Câmara. Mas Naatz também responsabiliza o presidente da ACIB, o empresário Avelino Lombardi, e avisou que pediu à assessoria de Moisés para que fosse incluída na agenda as obras paralisadas do prolongamento da Via Expressa de Blumenau, que fará a intersecção com a chamada nova SC-108 e servirá para desafogar o trânsito na região norte da cidade.

Ainda não
Defensor de que não haja o reajuste do Fundo Eleitoral, o deputado federal Darci de Matos (PSD) ainda não definiu a pré-candidatura à prefeitura de Joinville. Ele só se definirá em maio do ano que vem, às vésperas da convenção partidária.

É hoje
A Sala do cafezinho, anexa ao plenário do Senado, recebe, a partir de hoje o nome do ex-senador Luiz Henrique da Silveira (MDB), solenidade marcada para as 14h30. A proposta foi do ex-senador Paulo Bauer (PSDB) e relatada por outro catarinense, o senador Dário Berger (MDB), uma homenagem ao líder político, falecido em 10 de maio de 2015.

O alvo
Quem lê as 71 páginas inquérito da Polícia Federal na Operação Chabu, que investiga o vazamento de informações sigilosas da corporação no combate à corrupção, fica com a impressão de que o empresário José Augusto Alves atuava em qualquer esfera do poder. Zé Mentirinha, como era conhecido nos corredores da Assembleia e do Centro Administrativo, era cabo eleitoral de muitos e fazia valer uma influência assustadora, que cresceu ao aliar-se ao delegado federal Fernando Caieron, e ao por muita gente nas conversas deles captadas por ligações telefônicas e trocas de mensagens. O indiciamento de ex-secretários, de prefeitos e ex-prefeitos e de outras pessoas precisará de provas mais robustas, mas como no Brasil se considera culpado quem é investigado, tudo é possível.

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