Home Colunistas Coluna Roberto Azevedo O colapso da Previdência já tem data marcada

O colapso da Previdência já tem data marcada

O colapso da Previdência já tem data marcada

Roberto Azevedo

Se considerado que o maior déficit do governo do Estado é o encargo da dívida pública, cerca de R$ 19 bilhões – com a possibilidade de renegociação de R$ 2,6 bilhões este ano, caso a Assembleia aceite a operação com o BIRD -, e se nada ocorrer de mais grave em termos de repercussão financeira ou eventual crise econômica, em 2025 ocorrerá o colapso do pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores.
Esta é a projeção do Iprev sem a Reforma da Previdência, conforme o presidente Kliwer Schmitt, baseado na expectativa de que, naquele ano, a proporção de servidores inativos será duas vezes maior do que os em atividade, àqueles que pagam pela concessão dos benefícios.
O reflexo imediato seria no comprometimento não só das aposentadorias e pensões, mas da folha do funcionalismo na ativa, além da falta de recursos para o atendimento dos serviços básicos de saúde, educação, infraestrutura, segurança pública e assistência social.

SELFIE TUCANA
A formação política do PSDB já integrou cerca de 2500 pessoas depois de passar por São Cristóvão do Sul, Indaial e Rio do Sul e seguirá agora para Criciúma, Meleiro, Tubarão e Imbituba. O roteiro é pesado e a presidente da sigla, deputada federal Geovani de Sá, corre contra o tempo, pois tem ainda o fator dos 30% de mulheres nas chapas para vereador, que não podem ser compostas por coligações. Na selfie, durante um dos encontros, Geovania deu ênfase às tucanas, maior contingente do eleitorado e sinal de renovação.

O problema anterior
Em 2022, ainda de acordo com estudos do Iprev, haverá o comprometimento do limite de pessoal do Estado, somente com o crescimento da dívida com a Previdência, independentemente do fluxo de caixa. Ou seja, não poderão ser feitas novas contratações sob pena de não existirem recursos suficientes nos cofres públicos.

A realidade
A Reforma da Previdência é crucial para equacionar e dar equilíbrio às contas do Estado. Qualquer freio que seja dado na proposta em debate na Assembleia ou soluções que não contemplem o que foi aprovado pelo Congresso em relação ao funcionalismo federal, além do questionamento de inconstitucionalidade, será um tiro no pé da saúde financeira de futuras administrações.

Que cálculo
A bancada da Assembleia divulgou uma nota em que afirma, com todas as letras e números, que o governo do Estado falta com a verdade na hora de divulgar o déficit da Previdência, que, pelos cálculos petistas, seria de R$ 2,8 bilhões e não de R$ 4,2 bilhões, em 2019. O problema é matemático, pois os deputados da oposição esqueceram de calcular o último quadrimestre do ano, que sequer foi divulgado pela Secretaria da Fazenda, que ainda não informou o balanço do ano passado, mas antecipa, que o gasto deverá chegar a R$ 1,2 bilhão.

Mantido
O regime de urgência na análise da Reforma da Previdência será mantido na Assembleia. A garantia foi dada pelo secretário Douglas Borba (Casa Civil) ao presidente do Iprev, Kliwer Schmitt, depois de conversa com o governador Carlos Moisés da Silva, no fim de semana passado.

Com um pé lá!
O ex-deputado federal e ex-presidente estadual do PT Cláudio Vignatti dará, nesta terça (10), a resposta ao presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que o convidou para assumir o partido no Estado. A resposta deve ser positiva, mas antes conversa com os deputados estaduais petistas sobre a continuidade da parceria.

Adiantou
Luciane Carminatti e Fabiano da Luz foram assessores de Vignatti, que agora está lotado na liderança da Assembleia, e vão passar pelo processo que o ex-deputado federal chama de últimas costuras, assim como Neodi Saretta. Na véspera da decisão, Vignatti encontrou-se com o ex-vereador e senador Adir Gentil, que presidia o o Estado e foi afastado pela direção nacional, para pegar as informações sobre a estrutura em Santa Catarina, pois há pouco tempo para organizar.

Nome certo
Com trânsito na esquerda e considerado moderado, Cláudio Vignatti tem o perfil para organizar o PSB e dar uma nova perspectiva à sigla. Também deverá contar com muito empenho de quem escolher para parceiro na empreitada, às portas do prazo para filiações e de troca de siglas, no início de abril.

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