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O ativismo digital provoca crise na Assembleia

O ativismo digital provoca crise na Assembleia

Roberto Azevedo

Uma postagem nas redes sociais, onde Lucas Campos, lotado no gabinete do deputado Jessé Lopes (PSL), provocou a indignação do colega de bancada Sargento Lima e se espalhou pelo plenário da Assembleia quando o assunto chegou à tribuna da casa, agitou a sessão na Assembeia nesta quarta e serviu de catarse para aparar arestas de assuntos mal-resolvidos.
Em um print da manifestação via internet, feita por Campos, Lima mostrou que a crítica apontava para um suposto acordo entre “todos os deputados” com o governador Carlos Moisés da Silva estava em curso no parlamento, um acerto de “toma lá dá cá”, e que o “seu reinado estava ameaçado por uma única voz sincera e sem compromisso de poder com a ilicitude”, no caso, o deputado Jessé.
Ser colocado na vala comum não agradou Lima, que afirmou não fazer parte de acordo algum nem com a ilicitude alegada e pediu providências à presidência da sessão, conduzida pelo vice-presidente da Assembleia, deputado Mauro De Nadal (MDB), que encaminhou a solicitação à procuradoria da casa.
Com tempo liberado para que pudesse manter a sua denúncia, Lima teve aberto espaço pelo bloco PP, PSB e PV, mais o MDB e o PT e recebeu apartes de apoio dos deputados Ana Caroline Campagnolo, Ricardo Alba e Felipe Estevão, todos do PSL, Laércio Schuster (PSB), Fernando Krelling (MDB), João Amin (PP) e Fabiano da Luz (PT), em uma repercussão imediata poucas vezes vista no plenário em meio a um clima de negativo.

O CADERNO DE MOISÉS
Uma ferramenta digital apresentada pelo governador Carlos Moisés da Silva à bancada federal catarinense pretende servir de referência para a elaboração de emendas pelos parlamentares no Congresso. Ao lado do coordenador do Fórum Parlamentar, o deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB), Moisés reforçou que, com dinheiro público cada vez mais escasso, é fundamental que os deputados e senadores conheçam o que o governo do Estado executa em obras. Ao pregar a união de forças, o governador lembrou que o caderno ajudará nas transferências voluntárias, que ingressaram, em 2018, em 58% dos valores por emendas parlamentares. Os integrantes do Fórum, quase todos presentes ao encontro, aplaudiram a ideia, tendo sido representados por Peninha e pelo senador Jorginho Mello (PL) na coletiva, que frisaram a importância do caderno por trazer as prioridades do estado.

O contraponto
O deputado Jessé Lopes se manifestou em dois momentos diferentes sobre o assunto. Disse que Lucas Campos é seu assessor, não seu filho, e que ele tem vida intensa nas redes sociais e pediu desculpas a quem se sentiu ofendidos, sendo que, mais tarde, declarou que o máximo que poderia fazer era pedir uma retratação ao comandado, além de reagir ao que já havia derivado para outras cobranças dos demais parlamentares sobre divulgações na internet.

O alvo
Eram os posts em que Jessé Lopes compara a economia que faz em seu mandato e gabinete confrontado com listas dos gastos dos demais integrantes da Assembleia. O assunto estava entalado na garganta de muitos, com a mira igualmente apontada ao também deputado Bruno Souza (sem partido), que se manifestou, discretamente, em apoio a Jessé.

E as fake News
João Amin e outros parlamentares lembraram das notícias falsas, fake News, que são disseminadas nas redes sociais, sem citar autoria. Amin falava de um projeto falso que levava seu nome, com a suposta liberação para que deputados pudessem praticar esportes fora do Estado e do país, com acompanhante, e do qual até hoje busca a reparação do ano junto são Judiciário.

Nem ela
Alinhada a Jessé Lopes nas cobranças ao Executivo, coube à deputada Ana Carolina Campagnolo (PSL) fazer um dos mais enfáticos depoimentos sobre o fato rumoroso nas redes sociais. Disse que estava indignada com o post e não possui acordo nenhum com Moisés, só se for o dele “não atender o que eu peço”.

Corrigido
O Ministério Público corrige a informação da coluna de que a compra do helicóptero por R$ 8,3 milhões seja fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta a partir de multas ambientais. O correto é afirmar que se trata do resultado de um acordo judicial.

No forno
Projeto Rescaldo, que recupera os incentivos fiscais dos setores que ficaram fora da nova política de concessões do governo do Estado, está prestes a chegar à Assembleia. A informnação é a de que chega no Palácio Barriga Verde na semana que vem.

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