Home Colunistas Coluna Roberto Azevedo Morreu na casca e não é ruim

Morreu na casca e não é ruim

Morreu na casca e não é ruim

Nos delírios legislativos de quem tem conseguido tirar leite de pedra na Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) desistiu de propor uma Reforma Política para as eleições do ano que vem.
Visto com desconfiança em um sistema presidencialista, o voto distrital misto, praticado na Bolívia, Venezuela e Alemanha, previa, nas intenções de Maia, que nos munícípios acima de 200 mil habitantes a escolha para integrantes da Câmara de Vereadores seria parte majoritária – os mais votados seriam eleitos – e a outra metade em lista fechada para valorizar os partidos, com nomes escolhidos pelo partido sem o conhecimento do eleitor.
Com a regra, somente Joinville, Florianópolis, Blumenau, São José, Criciúma e Itajaí, em Santa Catarina, realizariam esta versão na democracia à brasileira, enquanto nos demais municípios o voto para o legislativo seria em lista somente fechada.
O modelo, que não vingou para 2020, talvez seja viável para 2026, acabaria com o desagradável efeito rolha de champanha, onde um campeão de votos leva junto gente, na maioria das vezes, com desempenho medíocre nas urnas.

Na realidade
Naturalmente, com o fim das coligações nas próximas eleições para vereador, cada partido elegerá os mais votados da sigla, ainda pelo cálculo da proporcionalidade do que a legenda recebeu.
O voto distrital tem, no entanto, muitas dúvidas para ser implantado em um país com as proporções do Brasil ou suscita dúvidas sobre critérios: como se definiria, uniformemente, a construção de distritos, dentro de um conceito que valha para o município de São Paulo, que tem mais de 12 milhões de habitantes, ou Joinville, com quase 489 mil, o maior colégio eleitoral catarinense?

Não confunda
Pela legislação eleitoral atual, os municípios com mais de 200 mil eleitores podem ter disputa de segundo turno à prefeitura.
A proposta defendida pelo ministro Luis Roberto Barroso, do STF, futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encampada por Rodrigo Maia e outros tantos, refere-se ao voto distrital misto em cidades com mais de 200 mil habitantes.

Problemão
Ter comprometido o futuro acordo do Mercosul com a Comunidade Europeia por conta das queimadas na Amazônia seria terrível para o Brasil e os demais integrantes do bloco na América do Sul.
O presidente Jair Bolsonaro, que deu muita corda para os que reclamavam das fiscalizações ambientais, principalmente os fazendeiros da região Norte, terá toda a responsabilidade em suas costas, não tem como reclamar de mais ninguém.

Não se esqueça
Que as atitudes do presidente da França, Emmanuel Macron, que leva consigo boa parte da repercussão na Comunidade Europeia, são eleitoreiras também.
Não faz muito tempo, o maior problema de Macron eram manifestantes, os coletes amarelos, que tomavam as ruas para reclamar de tudo.
Além do mais, o pessoal do agronegócio francês é conhecido pelo protecionismo e já havia berrado com a possibilidade da derrubada de barreiras para os produtos brasileiros, da carne às frutas.

Quadro catastrófico
Para a desembargadora Salete Sommariva (ao microfone), o quadro em relação à violência contra a mulher é reflexo dos tempos difíceis em que vivemos.
Sommariva, que mediou as discussões sobre o Agosto Lilás, na última quarta (21), no Auditório do Tribunal de Justiça, a triste estatística justifica esta preocupação: “Foram 35 feminicídios em Santa Catarina em 2019. Precisamos prevenir essa catástrofe que é a violência contra a mulher”.

OS PRÓXIMOS DE BOLSONARO

O deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB), ladeado pelos assessores Ketrin Raitz e Rafael Pezenti é, há muito, um dos mais próximos parlamentares do presidente Jair Bolsonaro. Não só por ideiais comuns, como a flexibilização do Estatuto do Desarmamento, mas pelo tempo em que dividiram cadeiras na Câmara, por dois mandatos – Peninha está no terceiro. Mais recentemente, na leva do PSL, os deputados federais Daniel Freitas e Caroline de Toni (ao fundo), tornaram-se frequentadores do Palácio do Planalto. Fora da foto, o deputado federal Luiz Armando Schroeder Reis, o coronel Armando, vice-líder do PSL, tem espaço garantido na agenda do presidente. Os dois foram contemporâneos na Academia Militar de Agulhas Negras, em Resende (RJ), e Armando não se cansa de dizer que entrou na política por causa de Bolsonaro.

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