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Maia prega um Estado com menos amarras

Maia prega um Estado com menos amarras

Roberto Azevedo

As despesas obrigatórias, as chamadas discricionárias, que consomem 94% do orçamento da União, são o grande gargalo que impede o desenvolvimento e impactam diretamente na distribuição de recursos para estados e municípios, na visão do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na passagem por Santa Catarina, ainda na esteira do protagonismo que levou a casa a aprovar a Reforma da Previdência, convidado para uma palestra pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e TV (Acaert) e sem dar pinta de pré-candidato ao Planalto, Maia prega que só uma desindexação evitará que R$ 12 bilhões representem a queda de valores para os ministérios, no orçamento do próximo ano, fruto do crescimento vegetativo de despesas carimbadas e dos ajustes salariais do serviço público com vantagens legais.
Para Maia, esses pontos aumentaram o divórcio da classe política com a sociedade, pois não são assuntos tratados em campanha e quem busca uma eleição promete realizações em cima de uma arrecadação cada vez mais engessada, por isso a urgência em rever o emaranhado de penduricalhos que foram criados nos últimos 30 anos.

A ORDEM É ORGANIZAR

O coronel Edupércio Pratts (terceiro da esquerda para a direita) conversou com o deputado federal Daniel Freitas (à direita) sobre a composição do futuro diretório do PSL de Florianópolis, depois que a Comissão Executiva Provisória foi destituída, assim como as demais no Estado. Acompanhado do delegado federal Edgar Lopes e de Rejane Varela, Edupércio começou a articulação para que os parlamentares das bancadas estadual e federal participem do processo de instalação do diretório e que possam indicar pelo menos dois pré-candidatos a vereador, o que somaria 20 postulantes. A tese é interessante, pois nenhum dos deputados tem base na Capital, mas possui escritório ou representação, e ajudaria no projeto de ter uma candidatura própria à prefeitura. Candidato a vice-prefeito, em 2016, pelo PSL, antes da onda Bolsonaro, Edupércio já se coloca como pré-candidato a prefeito em Florianópolis.

Dado assustador
Esta perda, de acordo com Maia, leva à inevitável falta de representatividade com as pessoas, notadamente os mais pobres e a classe média, que pagam a conta com menos poder aquisitivo e dinheiro. Presidente da Câmara, o deputado espantou a plateia de um Auditório Antonieta de Barros lotado, na Assembleia, ao afirmar que do atual orçamento da casa que comanda, de R$ 5,5 bilhões, se todos os 513 parlamentares fossem banidos, o que nossa democracia não permite, o gasto seria de R$ 4 bilhões com salários.

Up to date
A informação é tão impressionante que sempre quando o assunto trata de gastos com o Congresso a tendência é culpar os parlamentares e os gabinetes, algo desmistificado por Maia. O senador Jorginho Mello (PL), a quem Maia se referiu várias vezes, inclusive ao dizer que “o perdemos, mas ele nos representa agora no Senado”, atualizou esta informação: o orçamento do ano que vem prevê R$ 6 bilhões para a Câmara, R$ 5,1 bilhões com salários.

E a Reforma Tributária
Maia disse que o Senado quer começar o debate da Reforma Tributária e ele acompanhará isso de perto, pois as matérias começam a ser discutidas pela Câmara, e os modelos já estão adiantados em comissões na casa. Contrário à edição de tudo que possa se parecer com o imposto sobre a movimentação financeira, a CPMF, o deputado acrescentou dois pontos fundamentais: a malha tributária no país acaba com 80% da capacidade de investimento das empresas e, de acordo com o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, há R$ 1 trilhão em litígios de créditos tributários para serem julgados na mais alta corte.

Deferência
Ciceroneado pelo presidente da Assembleia, Julio Garcia, presidente da Assembleia, que também tem assumido o protagonismo político local, Câmara elogiou e citou nominalmente por três vezes o ex-senador e governador Jorge Bornhausen, presente ao evento, a quem chama de presidente, pela passagem no comando do DEM. E fez referência especial aos senadores Jorginho Mello e Esperidião Amin – que o lado da mulher, a deputada Angela Amin, ambos do PP, chegou cedo no Palácio Barriga Verde, mas o atraso na agenda o fez sair antes da palestra começar – e aos deputados Darci de Matos (PSD), que intermediou a vinda de Maia ao Estado, e Rogério Peninha Mendonça (MDB), além do amigo e presidente estadual do DEM, João Paulo Kleinübing, ex-deputado federal.

Não esqueceu
Maia afirmou que se a Reforma da Previdência e a situação econômica do país não ficou pior para Jair Bolsonaro, tudo deve-se ao que foi feito no governo do presidente Michel Temer. Citou que a discussão pautada por Temer adiantou o cenário e fez o brasileiro entender da necessidade da mudança, mesmo que no âmbito econômico a recuperação ainda é lenta.

Resumo
Estranho é que entre os mais poderosos homens da República no cenário político, o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara Rodrigo Maia, tenham como base o Rio de Janeiro, Estado devastado pela corrupção. Filho do ex-prefeito e hoje vereador César Maia, um político polêmico, que iniciou a trajetória com Leonel Brizola, no PDT, Rodrigo admite que tem outra linha de ação, mais branda e conciliadora, e não se faz de rogado ao admitir que, além dos ataques aos cofres públicos, o problema do Rio foi conceder aumentos de 80% acima da inflação ao funcionalismo. Deu no que deu.

O outro P, de Polícia!
Coronel Araújo Gomes, comandante-geral da PM e presidente do Conselho Superior de Segurança Pública, dá de ombros para as especulações sobre uma eventual candidatura dele à prefeitura de Florianópolis. Cortejado por quem está no poder, Araújo afirma que terão que perguntar a ele e não ao governador Carlos Moisés da Silva sobre a possibilidade e adianta: “Meu negócio não é política. É um outro P, de Polícia Militar!”

Avançou
Edupércio Pratts também conversou com o deputado federal Coronel Armando, escalado para montar, ao lado do deputado estadual Sargento Lima, o diretório de Joinville. Armando e Freitas gostaram da proposta em relação ao PSL de Florianópolis.

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