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Inverter a romaria é o lado bom do Fórum Parlamentar

Inverter a romaria é o lado bom do Fórum Parlamentar

Roberto Azevedo

Tem razão o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB), quando afirma que deputados federais e senadores, que representam o Estado, preferiram ouvir, em Florianópolis, as demandas para a emenda coletiva de bancada e evitar a eterna romaria a Brasília, de gabinete em gabinete.
Mesmo que represente somente 0,08% do orçamento da União, as emendas de bancada são disputadas com vigor pelos interessados, tanto que DNIT, Exército Brasileiro, Universidade Regional de Blumenau (FURB), Conselho da Criança (Balneário Camboriú), porto de Itajaí, Investimentos na BR-282, de Santo Amaro até Alfredo Wagner; Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Hospital São Donato (Içara), Federação Catarinense de Municípios (FECAM), Ministério Público de Santa Catarina, Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen (Itajaí), Four Wheels Tour, Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado de Santa Catarina (FEHOSC), Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS) e Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN), não fizeram cerimônia em se inscrever para pegar o seu quinhão, durante o evento.
Interessante é observar que há muitas instituições federais que participaram do evento, na Assembleia Legislativa, pois sabem que as emendas coletivas são mais garantidas e ajudam a realizar obras e melhorias no Estado.
O tamanho do bolo que deverá estar à disposição da bancada catarinense deve chegar aos R$ 248 milhões, algo não tão significativo em termos de orçamento da União e que também não estará necessariamente sendo repassado a todos que solicitaram recursos, definição que será feita na semana, durante encontro entre deputados federais e senadores

O ADEUS A UM IRRIQUIETO
Ele foi vereador em Içara, deputado federal por quatro mandatos – um deles como Constituinte – e presidente da Casan por oito anos, durante o governo do Luiz Henrique, de quem era amigo e não deixava de fazer as críticas quando era necessário. O espírito combativo de Walmor de Luca, falecido aos 81 anos, era enorme, o que, às vezes, o colocava em meio a acirradas disputas, tanto que, por pouco tempo, foi para o PSDB. De volta ao Manda Brasa, Walmor vivia como poucos a vida partidária. A foto que publicamos foi captada na convenção estadual do MDB, em 1º de junho deste ano, quando o deputado federal Celso Maldaner venceu o senador Dário Berger na presidência da sigla. Walmor, a caráter, de camisa vermelha, deixou os problemas de saúde de lado, e estava presente, empenhado em conversas que relembravam o seu tempo de articulador, como no contato com o ex-presidente da Casan, o engenheiro Valter Gallina. O registro é uma homenagem ao homem público e à família, a quem damos condolências: à deputada Ada de Luca, a companheira desde os 17 anos de idade, às filhas Fabiana e Giovana, e às netas Catarina, Valentina e Paola.

Horrorizado
O deputado federal Hélio Costa (Republicanos) ficou impacto pelas declarações do presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado (FEHOSC), Hilário Dalmann. O deputado declarou que é “lamentável a situação dos hospitais Filantrópicos. O representante da Federação elogia o governador e diz que tem 56 fechados, isso significa que o estado não está atendendo a população direito”.

Não participou
Morador de Florianópolis, o senador Dário Berger não participou do encontro do Fórum Parlamentar Catarinense, na Assembleia. A assessoria de Dário que ele tinha um outro compromisso anteriormente agendado, e o assessor dele para o orçamento o representou no encontro.

Para confirmar
Os deputados estaduais que representam o Vale do Itajaí e a Foz do Rio Itajaí-Açú, Ricardo Alba e Onir Mocellin, ambos do PSL, fizeram questão de reforçar as demandas das duas regiões em contato com parlamentares federais. No gabinete de Alba, pediram ajuda aos deputados Fabio Schiochet e Daniel Freitas, do PSL, e ao senador Jorginho Mello (PL) para que as demandas da Furb, Hospital Marieta e do porto de Itajaí tivessem o devido reconhecimento pela bancada.

Rescaldo 1
O secretário Paulo Eli (Fazenda) deve encaminhar nas próximas horas o projeto de lei do chamado rescaldo, onde outros segmentos da economia sejam beneficiados com o incentivo fiscal. São setores como o da Cerâmica Vermelha, do café e alguns pontos do segmento têxtil.

Recaldo 2
Não está descartada a possibilidade do envio contemplar dois projetos. Também há dúvida quanto outros segmentos, como o da água mineral, que perdeu a isenção mas poderia ser beneficiada como o fim da substituição tributária, mesma mudança que acabou por tornar o vinho catarinense mais competitivo.

Um catarinense de fibra
Walmor teve uma vida intensa e recebe as justas homenagens do governador Carlos Moisés da Silva, que decretou luto oficial no Estado; da Assembleia e da Casan, antes de ser cremado na sua Içara, nesta terça. A irmã de Walmor de Luca, a ex-secretária estadual de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Dalva de Luca Dias, casada com o ex-deputado Manoel Dias (PDT), sempre diz que, em casa, as mulheres tinham que assumir as tarefas mais pesadas, porque o irmão tinha que ser doutor. De fato, Walmor formou-se farmacêutico-bioquímico pela Universidade Federal do Paraná, em 1962

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