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Hildebrandt e Fabrício Oliveira no Podemos

O prefeito Mário Hildebrandt acabou com o mistério e anunciou a filiação no Podemos, um partido que hoje está sob o comando de Paulo Bornhausen e é presidido pelo primo do ex-deputado, Waldemar Bornhausen.
Foi Bornhausen quem levou o atual prefeito de Blumenau para o PSB catarinense, de onde Hildebrandt saiu há mais de um ano por divergências ideológicas, o apoio ostensivo da sigla à esquerda e ao ex-presidente Lula, mesmo fator que afastou outros tantos líderes, inclusive Bornhausen.
A oficialização da ida de Hildebrandt para o Podemos, partido que teve o senador Alvaro Dias como candidato à Presidência, em 2018, é o primeiro passo para dar força à sigla de centro e que ainda contará com a vinda, nos próximos dias, do prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, que acerta costuras paroquiais para anunciar a saída do PSB. A data deve ser 20 de março.
A primeira manifestação de ambos, favoráveis à criação da Aliança Pelo Brasil, partido comandado pelo presidente da República cria fatos significativos nas duas cidades, pois os identifica com Jair Bolsonaro, cobiçado “capitão eleitoral”.

Comitiva em São Paulo


A oficialização da ida do Podemos levou Hildebrandt a São Paulo, ao encontro da presidente nacional do partido, Renata Abreu, e acompanhado do ex-deputado Paulo Bornhausen e do presidente da sigla em Blumenau, Erivaldo Nunes Caetano Júnior, o Vadinho, e Marcelo Althof, secretário-executivo. Renata elogiou a história política do prefeito de Blumenau, inclusive o trabalho que desempenhou de apoio à recuperação de dependentes químicos, tanto como secretário de Desenvolvimento Social quanto como prefeito.

Futuro
Paulo Bornhausen desenha um futuro para o Podemos no Estado com perspectivas de alianças e coligações com muitas siglas quer tenham a mesma linha pró-desenvolvimento do país, a Aliança Pelo Brasil será uma delas. Quanto ao fato de Hildebrandt e Fabrício terem feito campanha pela criação do partido comandado por Bolsonaro, ao lado do secretário-geral nacional Admar Gonzaga, Bornhausen avalia que é mais uma contraponto ao PSL, uma característica regional, no Vale e no Norte catarinenses, do que um indício que haverá migração de ambos quando o TSE conceder o registro oficial à legenda.

Nada contra
A independência do Podemos poderá, inclusive, incluir o PSL, do governador Carlos Moisés, em acordos municipais para esta eleição.

Proposições
Na mesma tarde, deputados aprovaram a convocação do secretário Jorge Eduardo Tasca (Administração) para explicar a equiparação dos salários dos procuradores do Estado com os da Assembleia, motivo de um pedido de impeachment do governador Carlos Moisés, e pediram uma auditoria do TCE para apurar se os repasses aos hospitais filantrópicos estão sendo feitos pela administração estadual. A tática é a mesma, não dar tranquilidade ao governo, prévia evidente de pressão em antecipação à campanha eleitoral.

Foi melhor
Para quem imagina que a liminar concedida ao Ministério Público e ao TCE para que tenham acesso aos benefícios fiscais concedidos a empresas catarinenses pelo governo do Estado, deve ter uma decepção. A secretaria da Fazenda avalia a medida como uma solução para o problema que seria gerado se emitisse a listagem e pudesse ser cobrada judicialmente pela quebra do sigilo fiscal.

Reação 1
O secretário Douglas Borba (Casa Civil) informou à coluna que recebeu com estranheza as ilações que vieram de Jaraguá do Sul sobre as razões dos ataques ao deputado federal Carlos Chiodini (MDB). Borba afirma não é do seu “perfil atacar ou, pior ainda, mandar atacar qualquer parlamentar” e explica que a mãe é servidora pública de carreira na prefeitura de Jaraguá do Sul, exercia um cargo de confiança e o prefeito Antídio Lunelli (MDB) resolveu substitui-la por outra pessoa.

Reação 2
Para Borba, a saída de sua mãe do cargo comissionado “representa uma situação funcional dela”. E conclui que “o episódio em nada vai atrapalhar o relacionamento institucional entre chefe da Casa Civil, prefeito municipal e o deputado federal”.

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