Home Colunistas Coluna Roberto Azevedo Foi um desastre, mas podia ser pior

Foi um desastre, mas podia ser pior

A votação na Câmara das mudanças das regras eleitorais para 2020 não tocou na questão do Fundo Partidário, que ficará à mercê do que prevê o orçamento da União, que ainda será votado no Congresso, e já prevê o crescimento de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,54 bilhões, teria dado um gosto mais amargo ainda ao que já teve que ser engolido goela abaixo.
Um dos que votaram contra as mudanças que admitem inclusive o uso do Fundo Partidário para pagar advogados e escritórios de contabilidade, sem que os valores sejam incluídos nos gastos de campanha – Caixa 2, para alguns -, o deputado federal Carlos Chiodini garante que, se não gostou do que viu, a sociedade iria reagir raivosa com o eventual acréscimo do outro fundo com dinheiro público.

Sim e não
O raciocínio de Chiodini está correto, pois quem votou pelas medidas, por orientação do partido, também faz campanha, nas redes sociais, contra o aumento do Fundo Eleitoral. É o caso do deputado federal Darci de Matos (PSD), um pré-candidato à prefeitura de Joinville, que ajudou a aprovar as medidas polêmicas que dependem da sanção do presidente Jair Bolsonaro, até 4 de outubro, para valerem na eleição do ano que vem, que agora utiliza as redes sociais para bradar que é contra o aumento do fundo.

Como votaram
Na bancada catarinense, Darci de Matos e Ricardo Guidi, ambos do PSD, seguiram a orientação do partido, e foram acompanhados por Celso Maldaner (MDB), Hélio Costa (Republicanos) e Pedro Uczai (PT) na aprovação das novas regras. Quem ouviu a sociedade, que havia influenciado nos votos contrários dos senadores, foram Carlos Chiodini (MDB), Carmen Zanotto (Cidadania), Caroline de Toni (PSL), Coronel Armando (PSL), Daniel Freitas (PSL), Geovania de Sá (PSDB), Gilson Marques (NOVO), Rodrigo Coelho (PSB) e Rogério Peninha Mendonça (MDB).

A coluna atualiza o cálculo
Se o valor do Fundo Partidário chegar aos R4 2,54 bilhões, o valor, dividido pelos 5570 municípios brasileiros, seria de R$ 456 mil para cada um, enquanto que, com os atuais R$ 1,7 bilhão, totalizaria R$ 305,3 mil a cada cidade. Nem o cheiro deste recurso chegará às mãos da maioria dos candidatos a prefeito, vice e vereador, sobretudo dos municípios com menor população, em função da ditadura das cúpulas partidárias, que, sabidamente, investem em candidaturas de peso às maiores prefeituras.

Pediu para sair
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) pôs, corretamente, o posto de líder de Jair Bolsonaro à disposição do presidente depois que a polícia Federal fez buscas no gabinete dele e do filho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (DEM-PE).O fato de ser o suposto beneficiário do recebimento de propina das empresas que trabalharam na obra de transposição do Rio São Francisco, entre elas a OAS, quando ministro da Integração Nacional, no governo Dilma Rousseff (PT), transforma Bezerra em um marcado condutor das reformas e até mesmo da indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para embaixador do Brasil em Washington (DC), que articula com o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado.

Liberdade econômica
No dia em que o presidente Jair Bolsonaro deve sancionar a Lei da Liberdade Econômica, enviada ao Congresso em forma de Medida Provisória, o relator da matéria, deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), dará detalhes sobre os bastidores da análise, durante a reunião da Câmara de Relações Trabalhistas e Assuntos Legais, a partir das 10h30, no auditório da Fecomércio, em Florianópolis. A lei diminui a burocracia e flexibiliza processos para empresas e empreendedores, além de estabelecer uma série de mudanças nas legislações trabalhista, empresarial e cível.

AÇÃO POR TAQUARINHAS

Em Brasília, a Caixa Econômica Federal afirma que é possível o processo de transferência ao Estado ou ao município de Balneário Camboriú dos terrenos da Praia de Taquarinhas para que sejam mantidos como área de preservação permanente no contexto de um parque ambiental. A declaração foi feita à comitiva catarinense que visitou a Gerência Nacional de Insfraestrutura e Patrimônio de Terceiros da Caixa. O vereador Marcelo Achutti (PP), o deputado estadual Ivan Naatz (PV) e o deputado federal Carlos Chiodini (MDB) entregaram um documento ao banco estatal com a proposta. Mas os técnicos da Caixa alertaram que o processo só começará depois que os seis lotes da orla, que foram entregues em garantia de uma dívida não paga, passarem por todo o processo administrativo, depois de dois leilões públicos sem interessados e a entrada agora na fase de venda direta.

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