Elogios ao planalto

O governador Carlos Moisés da Silva fez um esforço diante do atraso de mais de uma hora para o início da palestra de Hamilton Mourão e acompanhou o início do evento. Não pode ficar no palco, onde havia o púlpito e duas cadeiras, sentou-se na primeira fileira de cadeiras e foi surpreendido quando chamado pelo cerimonial para discursar. Foi rápido, em cinco minutos agradeceu a proximidade do governo federal com Santa Catarina, até no dia da visita do vice-presidente, quando entregava 18 novas ambulâncias para o Samu – 80% da renovação da frota nas 23 unidades -, fruto de emendas parlamentares, além de lembrar a passagem recente dos ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Abraham Weintraub (Educação) pelo Estado. Moisés voltou a pedir pela inclusão de estados e municípios na Reforma da Previdência e a repactuação federativa, já que Santa Catarina recebe apenas 2,4% como retorno de tudo que arrecada.

Mourão prega mais democracia liberal
Vice-presidente afirma em Santa Catarina que a reconstrução do sistema político-partidário levará às soluções dos problemas do país.
Durante uma hora, com um lúcido discurso onde transitou entre o momento delicado das relações entre países e a necessidade de fortalecimento e diversificação da economia brasileira, paralelamente à diminuição do tamanho do Estado, o comunicativo vice-presidente da República Hamilton Mourão falou para um auditório lotado na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis, em evento promovido pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e TV (Acaert), denominado Momento Brasil.
Mourão, um entusiasta das reformas da Previdência e Tributária, fatores que considera levarão o país a diminuir não só a dívida pública – que deixará um rombo de R$ 139 bilhões, este ano -, mas a facilitar a vida de quem produz riqueza e gera emprego, acentua que não há como trilhar este novo caminho sem que a democracia, no seu modelo liberal, conquiste esses espaços.
E adverte que será necessária uma reconstrução no sistema político-partidário para fortalecer as legendas e acabar com a enorme pluralidade de siglas, 26 representadas somente na Câmara dos Deputados, que, em essência, deixaram de representar o pensamento da população.
O vice-presidente elogiou a Câmara pela aprovação do primeiro turno da Reforma da Previdência e aplaudiu quando soube que 15 dos 16 parlamentares catarinenses votaram favoráveis ao governo.

Pilares
O envolvente Mourão trabalha com as perspectivas dos pilares defendidos por ele e pelo presidente Jair Bolsonaro: o pacto entre gerações, que estabelecerá um futuro para os mais jovens a partir das atitudes da geração atual; a democracia, como único fio condutor das mudanças; o capitalismo, que permite o crescimento; o Estado de Direito, sem os excessos de recursos e embargos no Judiciário; e a maciça participação da sociedade civil, sem a qual não haverá uma nova cultura de desenvolvimento.

Enorme
Nem a baixa estatura deixou o jornalista e publicitário Levir Fidelix passar em branco durante a palestra de Hamilton Mourão, certamente pelo expressivo bigodão, mais preto do que as asas da graúna, como diria o poeta. Muitos estranharam a presença, porém foram socorridos pela informação de que Fidelix, ex-candidato à Presidência, ao governo e à prefeitura de São Paulo, e que não se elegeu deputado federal no ano passado, é o presidente nacional do PRTB, partido ao qual Mourão é filiado.

Filho da integração nacional
Como lembrou o presidente da Acaert, Marcello Petrelli, há uma singularidade que levou ao conhecimento da realidade nacional, “os muitos brasís”, na vida de Mourão. Filho de pais amazonenses, nasceu no Rio Grande do Sul, e, a exemplo do pai, também general, seguiu a carreira militar, que é itinerante e o levou a servir do Sul ao Norte do país, até na Selva Amazônica.

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