Home Colunistas Coluna Roberto Azevedo CPI fica desfalcada nos depoimentos

CPI fica desfalcada nos depoimentos

A negativa em depor de Fábio Gausti, intermediador da venda de ventiladores entre a Veigamed e a secretaria Estadual de Saúde, na reunião desta terça (16) da CPI dos Respiradores na Assembleia desfalca parte relevante do que precisa ser respondido sobre a antecipação de R$ 33 milhões por 20 aparelhos.

Foi Gausti que trocou a Brazilian Trade pela Veigamed à véspera do fechamento da operação que, até hoje, dá o que falar e alimenta o discurso político na Assembleia.

Não que os relatos de José Florêncio da Rocha, coordenador do Fundo Estadual de Saúde, e da servidora Débora Brum, ex-assessora da também servidora Márcia Regina Geremias Pauli, percam a importância, pois foram citados tanto pela ex-superintendente de Gestão Administrativa quanto pelo ex-secretário Helton Zeferino.

A participação de Rocha e Débora será fundamental para certo entendimento, mas é natural que sem Gausti, preso preventivamente pela Operação Oxigênio, ou sem Pedro Nascimento de Araújo, que é foragido da Justiça por não ter sido detido ainda a partir da força-tarefa do Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas e Polícia Civil, parte do episódio ainda permaneça sem resposta.

Outra negativa

Documento assinado pela procuradora-geral da Assembleia Gláucia Mattjie, que trouxe parecer contrário à convocação do governador Carlos Moisés da Silva pela CPI dos Respiradores, comprova que o requerimento aprovado pelos integrantes da comissão era mais um efeito político do que prático. O que a Procuradoria Geral do Estado já havia antecipado, a ilegalidade baseada nas constituições estadual e federal, põe por terra a estratégia de apenas expor Moisés, que, a exemplo de prefeitos e do presidente da República não estão submissos ao Legislativo e também em decisões do Supremo Tribunal Federal de que a CPI tem poderes, porém não ilimitados.

Pedido do convite

Quando se encontrar em agenda com Moisés, na tarde desta terça, a deputada Paulinha da Silva, líder do governo na Assembleia, fará um convite e uma recomendação ao chefe do Executivo. Quando for à região da Foz do Rio Itajaí-Açú (Amfri), o governador deverá levar recursos, pelo menos para o Hospital Ruth Cardoso, de Balneário Camboriú, caso contrário melhor não ir.

Mais uma

Lembram dos parlamentares pé-frios, os Mick Jagger da Assembleia, pois contabilizam mais uma avaliação precipitada quando tentaram fulminar o isolamento social ou lockdown como queiram feito com sucesso pelo governo do Estado. Depois de darem exemplos furados como os da Suécia ou dizer que a China resolveu a ocorrência de novos casos da  pandemia, agora amargam nova derrota com a necessidade que o Prefeito Rafael Greca (DEM), de Curitiba (PR), teve em retroagir à abertura indiscriminada de estabelecimentos e voltar atrás, pior resultado de quem não planejou corretamente ou deixou gênios das  redes sociais darem as cartas.

Um perigo

Movimento 300 do Brasil é tão nocivo para o presidente Jair Bolsonaro quanto para a democracia brasileira. Sem freios, comandados por quem trata o antagonismo com o fígado, está mais radical do que tentar invadir o Senado, sem contar que a líder da turma, a ativista Sara Winter, presa pela Polícia Federal, começou a responder a uma série de questionamentos. Ela que blefou ao tentar asilo político nos Estados Unidos na hora errada.

ESTAVA NA CARA
O que era certo de que ocorreria foi confirmado pelo senador Jorginho Mello, presidente estadual do PL: a indicação do deputado Ivan Naatz a pré-candidato a prefeito em Blumenau. O terceiro maior colégio eleitoral e a presença das imagens das TVs locais em pelo menos 60 municípios empurram a sigla para a contenda. O que deve ser equacionado é a pressão sobre Naatz para que a CPI e outras ações contra o governador, justamente para pavimentar o projeto para 2022, em uma cidade estratégica e com a bandeira pró-Bolsonaro na mão.

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