Home Colunistas Coluna Roberto Azevedo A prioridade não é eleitoral

A prioridade não é eleitoral

Com a possibilidade de se utilizar mais de R$ 3 bilhões na área de saúde e no combate ao Coronavírus, a maior parte do Fundo Eleitoral e o restante do Fundo Partidário, projetos que tramitam no Congresso, é certo quer o projeto político de muito pré-candidato à prefeitura ou à câmara de vereadores subiu no telhado.
As eleições deste ano estão comprometidas pela prioridade das atuais autoridades e da própria população, o que faz com que seria mais do que honesto por parte dos que pretendem participar do processo como candidatos vir a público para defender o adiamento da escolha.
O passo seguinte seria o Congresso deliberar pela PEC que altere a regra ou pela mudança da data para o ano que vem ou pela prorrogação dos atuais mandatos até 2022 e a unificação do calendário eleitoral, de vereador a presidente da República.
A pendência é de como seriam as regras de reeleição em caso da unificação, que deveriam valer para os governadores e o presidente, e não mais para os atuais prefeitos, devido a esticada nos mandatos.

Há divergências
Nem sempre os ponteiros do ministério da Saúde estão sincronizados com os dos estados. Dia desses, o secretário-executivo a pasta, João Gabbardo, disse que o governo espera para que os estados indiquem onde devem ser enviados os respiradores para fazer a entrega, mas o secretário Helton Zeferino (Saúde) reafirmou que já fez a demanda e o governador Carlos Moisés interveio para dizer que, não é de hoje, há divergências entre as informações daqui e as de Brasília.

Não tenha dúvida
Empresários dos setores de bares, restaurantes, shoppings, hotéis, lanchonetes, cafés, academias, cinemas e comércio em geral devem entrar na Justiça para derrubar o decreto do prefeito da Capital. Antes, eles haviam comemorado a flexibilização pelo governo do Estado e levaram uma ducha de água fria na sexta-feira.

Onde conflita
O decreto da prefeitura da Capital conflita com o do Estado a partir de quarta-feira, no início de abril, principalmente pela quarentena impedir o comércio de funcionar. No dia 8 de abril, sem que haja novas decisões, os dois decretos convergem para volta ao funcionamento de um ponto nevrálgico, o transporte coletivo, intermunicipal e interestadual.

Vírus da “xenofobia”
A contaminação pelo Coronavírus já se tornou comunitária em Santa Catarina, porém o argumento de muitos prefeitos é o de que gente que veio de fora trouxe a endemia.
A preocupação deveria ser a mesma se o morador da esquina, que sempre morou no município, tivesse a doença, a ação precisa ser a mesma.

“Coronavoucher”
A Câmara alterou de R$ 200 para R$ 600 o valor da ajuda de renda mínima para as pessoas mais afetadas pela crise causada pela pandemia.
O próximo passo é o assunto chegar ao Senado, o que já provou a mobilização do senador Esperidião Amin (PP), que declarou não existir tema mais importante, já que duas pessoas da mesma família poderão acumular o benefício por três meses.

GEAN À FRENTE DE NOVO
O prefeito de Florianópolis Gean Loureiro (DEM) sempre tomou a dianteira no assunto combate ao coronavírus e agora, orientado pela equipe de saúde do município, prolongou a quarentena até o dia 8 de abril. Antes de anunciar a medida, Gean participou de uma videoconferência com o governador e os prefeitos das 14 maiores cidades do Estado. O assunto não foi muito explorado, o que não deixou de transparecer a discordância do prefeito com a decisão de Moisés em retomar a atividade econômica, a partir do dia 1º de abril. O problema é que na capital já são 27 casos confirmados, de longe o município mais afetado pela Covid-19, e o número de casos suspeitos é preocupante. Em sua defesa, Gean lembra a decisão equivocada do prefeito de Milão, na Itália, que hoje pede desculpas por ter liderado uma campanha pela volta à normalidade, que resultou em mais de quatro mil mortos até agora.

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