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Vasconcellos de Drummond – 200 anos

Em Blumenau, neste mês de setembro de 2019, aconteceram diversos eventos culturais e sociais que assinalaram os 170 anos da chegada à região do Dr. Hermann Blumenau, que no ano de 1850 fundou aquela cidade.
Estiveram muito bem os blumenauenses em comemorar o evento, porque a colonização alemã, de que resultou a fundação de Blumenau, foi acontecimento relevante da história do Vale do Itajaí. Ela contribuiu em muito para o desenvolvimento econômico, social e cultural de toda região.
Os itajaienses, de sua parte, terão no próximo ano de 2020 também grande e significativo evento histórico a comemorar. Trata-se da passagem dos 200 anos da chegada de Antônio de Menezes Vasconcellos de Drummond ao Vale do Itajaí; em 1820, portanto.
Por que esse acontecimento histórico é grande, significativo e deve ser comemorado? Porque Vasconcellos de Drummond, aqui em Itaipava, em 1820, ao implantar sua colônia, deu início à primeira obra de colonização do Vale do Itajaí.
Hoje, já não restam dúvidas de que Drummond realmente esteve nas terras das sesmarias que o rei Dom João VI lhe mandou tomar posse, junto ao rio Itajaí-mirim, para nelas formar um estabelecimento colonial.
Nelas Drummond mandou levantar planta para a colônia, que denominou São Tomás de Vilanova, em homenagem ao ministro do rei e patrocinador do empreendimento, trouxe moradores, fez cultivos e cortes de madeiras.
Também aprontou ele uma sumaca, pequena embarcação de dois mastros, denominada “São Domingos Lourenço”, carregada de produtos da terra e tabuados, que fez seguir para o Rio de Janeiro.
A colônia, todavia, teve curta duração, por conta dos acontecimentos políticos que forçaram o rei português a retornar para Portugal e com isso suspender o patrocínio ao empreendimento de Drummond no Vale do Itajaí. Ele voltaria ao Rio de Janeiro em 1821 e a colônia quedou-se sem apoio oficial.
Mesmo assim, foi a iniciativa de Drummond o início de todo processo colonizador do Vale do Itajaí, a primeira das políticas públicas de colonização da região. Processo em que colonos brancos, com negros escravizados, tomaram parte na disputa cruenta pela terra com índios seus primeiros donos. Os 200 anos dessa data não podem, por isso, passar em branco.
Na Semana do Município deste ano, realizou-se no Museu Histórico de Itajaí um Café Debate sobre o tema, promovido pela Fundação Cultural de Itajaí e Fundação Genésio Miranda Lins, com historiadores convidados.
Os promotores do programa se comprometeram publicamente com não deixar passar “in albis” Drummond em 2020. Aguardemos, pois.

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