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Justiça & bom senso

Justiça & bom senso

O ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça, prestou há dias um serviço ao p
aís que sofre diariamente com casos numerosos – e inaceitáveis – de feminicídio. Rejeitou um recurso especial da defesa de um homem acusado de matar a mulher por estrangulamento. O cara de pau alegou legítima defesa da sua honra, após ser alvo de suposto mau comportamento da mulher. Se obtivesse ganho de causa, o caso abriria um precedente perigoso para as defesas de covardes como o inquirido.

Primeiro encontro
O Aliança pelo Brasil, futuro partido que acolherá os Bolsonaro e militância, faz sua primeira convenção nacional na quinta-feira no Hotel Royal Tulip em Brasília.

Um presente
A União deu 28 anos para a OAS pagar, parcelado, os R$ 1,92 bilhão no acordo de leniência para limpar o nome participar de licitações do Governo. Para o pobre, a Caixa aperta o prazo no parcelamento da casa própria.

Falta cela
A bandidagem lucrou tanto com as tretas que, do total a ser devolvido, R$ 720 milhões correspondem a propinas pagas, e R$ 800 milhões a enriquecimento ilícito dos diretores da empreiteira.

Grilagem de luxo
O apetite insaciável de investidores portugueses do setor hoteleiro nas praias do nordeste está na mira da Advocacia Geral da União. Há resort anunciado em terras da União em Pernambuco e outro em terras indígenas prestes à demarcação na região de Ilhéus, no sul da Bahia. E são muitas centenas de alqueires, nos dois casos.

Vigilância total
Nesse estado de vigilância total que Brasília passou ao sediar a cúpula dos BRICS, com dois importantes chefes de Estado do mundo aqui (Vladmir Putin e Xi Jinping), é pertinente lembrar que em alguns casos há exageros. Citamos que os palacianos brasileiros desligaram wifi e Bluetooth dos seus celulares. Mas há precedentes.

Cão-rei
Quando o então secretário de Defesa norte-americano no Governo de Barack Obama, John Kerry, hospedou-se num hotel de Brasília, o FBI trouxe um pastor alemão no staff para farejar eventuais substâncias estranhas. O medo da água brasileira deu nisso: o bicho comia somente legumes fervidos em água mineral (trazida dos EUA) com ervas, revelou a coluna. Vá entender.

De barriga
Pilotos experientes que viram imagens da pista e do avião explodido na Bahia apontam indícios de problemas no trem de pouso. O jato teria deslizado de barriga por 300m pela pista, até as faíscas da fuselagem causarem o fatídico. Com a palavra, o Cenipa.

Melhor que ouro
Atrás de dinheiro para pagar a folha e outras contas deixadas pela gestão desastrosa do petista Fernando Pimentel, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pressiona a base na Assembleia Legislativa a acelerar a aprovação do projeto que garante os royalties da extração de nióbio para o Estado. Estima uns R$ 5 bilhões/ano.

Lembrete
Há outra mina a ser melhor explorada. Só o Detran de Minas arrecada, por baixo, uns R$ 4 bilhões por ano. No pior dos cenários, conta gente que conhece as planilhas.

Justiça feita
​​Tem gente no Governo atual que diz que não existiu ditadura e tortura no regime militar. A resposta mais recente veio da Justiça. Sem alarde, a Primeira Turma do STJ acaba de condenar a União a indenizar em R$ 30 mil, cada, dois ex-militares do Exército que se rebelaram contra superiores, à época, e foram expulsos e torturados.

Provocação no ar
Pilotos em monomotores decolaram ontem puxando faixas, no Rio de Janeiro e em Itapema (SC), com provocações de bolsonaristas ao ex-presidente Lula da Silva. Na praia catarinense, onde o piloto foi ovacionado, a faixa dizia “Lula ladrão seu lugar é na prisão”, e a outra “Lula, o Brasil te quer em cana”, numa alusão à cadeia.

ESPLANADEIRA
# O secretário Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Bernardo Egas, recebeu delegação chinesa do Oitavo Departamento Procuratorial da Suprema Procuradoria Popular da China. #As jornalistas Isabel Almeida e Fabiana Ceyhan promovem dia 27, na Embaixada da Indonésia, evento para falar da experiência da visita a Jacarta, Yogyakarta e Bali a convite do embaixador Edi Yusup. #O presidente do Patriota-DF, Paulo Fernando Melo, faz palestra hoje na Câmara Municipal de Teresina, para relembrar trajetórias de Plínio Salgado e Enéas Carneiro, com o tema “Verás que um filho teu não foge à luta”

Inspirado pelas manchetes e comentários publicados na mídia após o “julgamento” do “Pretório Excelso”, declarando a inconstitucionalidade da prisão, antes de percorridas as “quatro instâncias judiciárias” e vencidos todos os prazos prescricionais que, para muitos representou um retrocesso para a justiça penal deste Brasil busquei, nos textos antigos, registros para ficar na onda das “Supremas Excelências”.
Assim é que encontrei, num texto aqui publicado em 2004, constatando que: “a sociedade brasileira vem demonstrando uma complacência moral com o que podemos chamar de “pecados veniais”, ainda mais quando praticados pelos poderosos e seus seguidores”.
“Tal complacência está se impregnando na consciência dos brasileiros, inspirando uma perigosa leniência com atos ilegais com repercussões desastrosas no quotidiano dos cidadãos que passam a preocupar-se somente com a “lei do Gerson”, ou seja, a tirar vantagem em tudo e contra todos, mesmo que o seu proveito pessoal represente um prejuízo para o seu próximo e até mesmo para a coletividade”.
“A mesma complacência é que permite o culto a personalidades que se destacam pelo “mau caráter”, pela “malandragem”, pela “esperteza”, dando-se lhes a maior divulgação pela mídia”.
Veja-se: desde o dia 7 de abril de 2018 Lula vivia em uma cela que tinha TV, rádio e uma esteira ergométrica. Assistia noticiário, séries e filmes levados por seus advogados.
Liberto em 07/11/2019, foram 82 semanas em que Lula, apesar de prisioneiro, fez política partidária, participou ativamente da campanha presidencial de Fernando Haddad (PT), deu entrevistas, prestou depoimentos e teve revelado um romance.
Estava raivoso, mas não deprimido, dizia quem o visitava. Para canalizar a raiva para ações não violentas ganhou, de advogados, o livro “A Virtude da Raiva”. Lula leu a obra, mas a braveza não passou. E tinha um alvo definido: Sergio Moro, atual ministro da Justiça, que quando juiz responsável pela Lava Jato condenou o petista na primeira instância no caso do tríplex.
Agora, em liberdade, evidenciou o retrocesso alardeado na imprensa, voltando a falsear a verdade, como antigamente pois, ao discursar em São Bernardo do Campo, na manhã de sábado, 9, o ex-presidente tratou como “solitária” a cela especial em que ficou detido por 580 dias, afirmou não ter acumulado patrimônio ao atacar o presidente Jair Bolsonaro e se vangloriou de ter sido diretor de escola.
E mais, “eu me preparei para não ter ódio, eu me preparei para não ter sede de vingança, eu me preparei para não odiar os meus algozes”, afirmou Lula, e referindo-se a Bolsonaro: “Ele (presidente) tem que explicar aonde ele construiu um patrimônio de 17 casas. Eu fui deputado, eu fui presidente e se me virarem com a bunda para baixo não vai cair uma moeda do meu bolso. Eu quero saber como esses caras juntam dinheiro.”
Resumo: continua grosseiro e mentindo como antes.

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