Sinal vermelho

Coluna Esplanada

Sinal vermelho

Os resultados da pesquisa CNT/MDA, que mostram que a avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro saltou de 19% em fevereiro para 39,5% este mês, acenderam o sinal vermelho no Palácio do Planalto. Embora o presidente mantenha o hábito de ignorar e desqualificar sondagens, ministros e assessores da Presidência consideram os números “preocupantes”. Saúde (30,6%), Meio Ambiente (26,5%) e Educação (24,5%) foram apontados pelos entrevistados como as áreas de pior desempenho de Bolsonaro. Palacianos correm para divulgar uma agenda positiva nos próximos dias.

LA galope
Outro dado que preocupa o Governo é avaliação pessoal do presidente: recuou de 57,5% para 41%; A desaprovação foi de 28,2% para 53,7% entre fevereiro e agosto.

PGR
Hoje, o nome de Bolsonaro para a Procuradoria Geral da República é o subprocurador Antonio Carlos Soares Martins, do Rio de Janeiro.

Fogo na língua
O ministro Onyx Lorenzoni queima a língua ao não revisitar a memória e citar incêndio da Catedral Notre Dame. Pelo visto, cuidamos bem do Museu Nacional do Rio.

Aliança..
Entidades nacionais e internacionais, além de ONGs, declaram apoio à ação movida pela Advocacia-Geral da União para que fabricantes de cigarro paguem pelas despesas do poder público com o tratamento de doenças relacionadas ao tabagismo. A ação foi protocolada pela a Justiça Federal do dia 21 de maio.

..contra tabaco
O pedido engloba os gastos dos últimos cinco anos na rede pública de saúde e indenização por danos morais coletivos. Entre as entidades que apoiam a ação contra a indústria tabagista, estão a União Internacional contra a Tuberculose e Doenças do pulmão, Bloomberg Philanthropies, e a Aliança de Controle do Tabagismo.

Muita fumaça
Anda nervosa a assessoria da cigarreira Souza Cruz, que se recusou a responder demanda sobre Grupo de Trabalho, no governo, que estudou redução da carga tributária.

Queimadas
Em meio à crise das queimadas na Amazônia, a oposição na Câmara quer agilizar as audiências com ministros do Governo em comissões da Casa. Os requerimentos já foram aprovados. Dois deles, da deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), convocam Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, e Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, para debaterem sobre o aumento do desmatamento.

Despesas
O aumento de despesas do Governo – em especial com pessoal e Previdência – levou à redução de 24% das despesas discricionárias no 1º semestre de 2019 em comparação ao mesmo período de 2018. As discricionárias são despesas que a União tem liberdade para definir a alocação dos recursos, de acordo com as necessidades.

O de sempre
Os orçamentos da Saúde, Educação e Transportes, por exemplo, caíram mais de 30% nos primeiros seis meses. A área da Saúde foi a que mais perdeu orçamento discricionário: caiu de R$ 16 bilhões entre janeiro e junho de 2018, para R$ 9,2 bilhões durante o mesmo período deste ano. Os dados são do Boletim Macrofiscal elaborado pela Secretaria de Política Econômica.

Herdeiro
Quem presenciou a cena ontem no restaurante Piantella, notou que o deputado João Campos (PSB-PE), filho do saudoso presidenciável Eduardo, herdou do pai a simpatia e a ginga política. Foi tietado pela maioria dos presentes às mesas, e posou para fotos.

Rota da gratidão
João Campos faz em Pernambuco a Rota da Gratidão, visitando as bases eleitorais para agradecer pela eleição para federal. Percebe que o país ainda vive um clima de 2018, dividido, e aponta o presidente Bolsonaro como um dos agentes protagonistas para a solução: “Quem teve o bônus da vitória tem o ônus de baixar a guarda”.

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