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Aprendendo a viver com mais tecnologia [parte 1]

Sempre que falamos em história a primeira noção que surge em nossa cabeça é aquela de que o relato vai fazer referência à vida de alguém importante, como Tiradentes ou Agostinho Alves Ramos. Dificilmente uma pessoa vivendo seu cotidiano de forma apressada e atarefada dá-se conta de que também está fazendo história através de suas escolhas e atos. Participamos ativamente da história, por exemplo, quando decidimos trocar nossa televisão ‘preto & branco’ por uma colorida e, depois, nossa tv de válvulas por uma digital. Mais adiante, ainda somos participantes do processo de mudança comprando uma televisão com controle remoto e, tempos depois, uma tv que aceita comando do celular. No final, estamos baixando um aplicativo para assistir nossos programas favoritos na própria tela do celular, mas já estamos de olho em trocá-lo por um novo aparelho que projeta a imagem em qualquer superfície próxima, um misto de celular e Datashow.
Por achar que somente pessoas importantes realizam feitos importantes e, que apenas esses feitos são dignos de permanecerem na História é que não registramos nossos próprios feitos, deixando para os outros o registro de nossa própria história. Você saberia dizer, por exemplo, quando ouviu rádio portátil pela primeira vez?; Quando viu uma televisão colorida pela primeira vez?; Quando falou ao telefone com fio e ao telefone sem fio?; Quando trocou a máquina de escrever pelo computador de mesa, o computador de mesa pelo notebook, o notebook pelo celular? Você lembra da primeira vez que teve de lutar contra um vírus que enfestou o seu computador?; Quando usou pela primeira vez a internet e recebeu um endereço eletrônico?
Eu lembro, por exemplo, da primeira vez que ouvi falar em televisão colorida. Eu estava próximo a um mural afixado na parede do Colégio Salesiano e participei de um grupo que ria muito por conta de uma pequena notícia de jornal anunciando que ‘em breve’ teríamos televisão colorida em todas as casas do Brasil. Todos, sem exceção, não podiam conceber uma maneira de transmitir as cores para uma imagem em movimento. Diante da ignorância nos restou rir e rir muito. Décadas depois, quando a televisão colorida chegou a todos os lares de Itajaí eu aprendi a respeitar, inclusive, a ficção científica. Nessas seis décadas de existência vi tanta transformação tecnológica ocorrendo que já não me permito mais a ingenuidade de duvidar da capacidade humana em inovar tecnologicamente.
Agora me vejo como ator histórico quando compro aparelhos ou deixo o telefone fixo de lado para usar o celular. Você lembra do dia que falou pela primeira vez ao celular? [continua].

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