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A luz da nossa Igreja Matriz

A Igreja matriz é o principal cartão postal de Itajaí

Recentemente tive a oportunidade de promover, por um mês, um roteiro cultural pela cidade de São Paulo, oportunidade em que conheci inúmeras igrejas. Entrava nas igrejas paulistas antigas do mesmo jeito que entrava em um museu instalado em prédio histórico, olhando todos os detalhes das obras de arte – da arquitetura aos entalhes, das pinturas aos pisos. Ali, visitei a majestosa Catedral da Sé, a igreja do Mosteiro de São Bento e pequenas igrejas, algumas seculares, que proliferam no entorno do Centro Histórico da capital paulista. Nas visitas sempre utilizava como referência as nossas duas igrejas: Immaculada Conceição e Santíssimo Sacramento.
Assim que retornei a Itajaí entrei na Igreja do Santíssimo Sacramento para fazer uma comparação definitiva entre o que vi em São Paulo e o que temos por aqui. Nesse exercício visual, acabei destacando dois pontos primordiais favoráveis à nossa matriz enquanto patrimônio cultural: a qualidade dos afrescos temáticos dos artistas Emílio Sessa e Aldo Locatelli e, a luminosidade do seu interior, proporcionada principalmente pelos seus grandes vitrais, elaborados pelo artista alemão Martin Obermeyer -construídos pela empresa Vidraçaria Pencker de Porto Alegre. Sendo este último item, seu maior atributo estético. Entrei em dezenas de igrejas paulistas e agora, mais do que nunca, fico impressionado com a luminosidade do interior de nossa Igreja Matriz.

Visita guiada
Outro dia, fui além, tendo em mãos o livro ‘A matriz de todos nós’ – que contém na sua parte final o ‘Guia para uma visita à matriz’ – resolvi fazer uma visita guiada tendo o livro como referência. Como me demorei no seu interior muito mais tempo do que o esperado pude me surpreender com algo extremamente belo: na medida que o dia ia avançando a luminosidade do interior da igreja também ia modificando o ambiente. Por conta dessa observação, resolvi retornar várias vezes ao local, ainda no mesmo dia, em horas ‘fechadas’ à tarde e à noite. Uma dessas visitas fiz em companhia do artista plástico Walmir Binhotti. Ali, ele relatou – emocionado – que quando tinha seus oito anos de idade ficou tão impressionado ao visitar pela primeira vez nossa Igreja Matriz que resolveu, diante das obras de Locatelli e Sessa, ser artista também. Hoje, Walmir é especialista em arte sacra e tem trabalhos expostos em diversos países.
Para quem gosta de arte sacra fica a orientação de fazer um roteiro guiado pelo livro ‘A matriz de todos nós’. Ela é uma galeria de arte sacra original de altíssimo valor artístico. Você vai encontrar a escultura de Erwin Curt Teichmann, os vitrais de Martin Obermeyer, os afrescos e pinturas de Emílio Sessa e Aldo Locatelli, a arquitetura de Simão Gramlich e … muita luz.

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